Que atire a primeira pedra aquele que nunca perdeu seu smartphone, seja por furto, assalto ou pura distração (e quem encontrou o seu aparelho dificilmente vai se preocupar em devolver). Ok, é claro que nem todos os leitores que passam por aqui tiveram o seu celular roubado, mas essa é uma situação absolutamente comum nesse Brasilzão – e no resto do mundo também, sim.

Um estudo realizado pela FCC (sigla para “Federal Commucations Commission”, ou “Comissão Federal das Comunicações”, em tradução livre) constatou que os smartphones são “vítimas” de furtos, assaltos ou qualquer que seja a natureza do roubo, e isso em escala mundial. Não há telas bloqueadas ou senhas que “desanimem” o ato do roubo.

O levantamento, válido para o ano de 2013, revelou que os ladrões roubam mais de um milhão de celulares por ano. Nos Estados Unidos, por exemplo, em uma taxa proporcional, isso equivale a 1 smartphone roubado a cada 10 furtos. A FCC traçou os dados a partir de 21 jurisdições, o que é pouco, e coletou dados fornecidos pelo FBI.

Há possíveis soluções?

Sim e não. Sim porque há certas coisas em poder do usuário para pelo menos tentar minimizar o quadro, mas nem sempre ele (isto é, todos nós) utiliza esses recursos. E não porque roubos são inevitáveis e existirão para todo o sempre. Vejam só:

  • O estudo constatou que 36% dos usuários usam apenas quatro dígitos para bloquear a tela, enquanto 11% usam um código maior ou mais complexo. Ou seja, dar mais “trabalho” na proteção do seu smartphone nunca é demais;
  • Cerca de um terço dos donos de smartphones não usa qualquer tipo de bloqueio. Aí é pedir, não é?
  • O fato de haver uma proteção mais rígida em seu smartphone está ligado, sim, à inibição do roubo. Se os ladrões começam a sentir dificuldade no desbloqueio, e isso se transforme numa constante, eles vão desanimar de roubar. Em outras palavras, invista na proteção.

A Apple, por exemplo, introduziu um recurso chamado Activation Lock como parte da atualização do iOS 7 em 2013. A medida impede que alguém desabilite o serviço “Find my iPhone” (Encontre meu iPhone), apague o dispositivo ou reative um aparelho apagado.

Seis meses após o update, o roubo de iPhones caiu em 1/4 em Nova York, São Francisco e Londres. Ou seja, a medida funciona. Se o celular não puder ser desbloqueado de nenhuma forma, como o ladrão o venderia no mercado negro?

FCC pede que marcas “eduquem” os consumidores

A comissão reforça a necessidade de as marcas educarem os consumidores a protegerem o máximo possível os seus smartphones. Hoje em dia, recursos não faltam, mas a “preguiça” é maior. Não use poucos dígitos ou senhas fáceis. Use e abuse de coisas complexas das quais só você vai saber.

Ao menos, se você for roubado, o “gostinho” de saber que o ladrão ficará frustrado e não repetirá sua ação – ou vai pensar duas vezes em fazer – pode amenizar alguma coisa.

Não deixe de contar para nós que medidas de proteção você usa em seu smartphone na seção de comentários abaixo. Isso é sempre uma ajuda a todos os usuários.

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