O filme Minority Report (que pode receber uma adaptação para a TV), é uma produção de 2002 dirigida por Steven Spielberg e estrelada por Tom Cruise, que apresentou um conceito utópico bastante interessante. Com a ajuda de humanos com capacidades paranormais de prever o futuro, a polícia de Washington conseguiu acabar com a criminalidade prendendo e punindo antecipadamente os acusados desses “pré-crimes”.

Acontece que a ficção científica pode não estar tão longe de nossos dias. Segundo o site BBC News, a polícia de Londres acabou de terminar um estudo que durou 20 anos e agora está testando um software que faz exatamente isso: tenta prever quais pessoas tem maior tendência de cometer crimes violentos.

O programa utilizado pela polícia londrina está sendo desenvolvido pela Accenture, maior empresa de consultoria do mundo e uma grande atuante no mercado de consultoria de tecnologia. Segundo Muz Janoowalla, diretora da divisão de Análise de Segurança Pública da empresa, há pouco recurso policial disponível e é necessário direcioná-lo eficientemente.

“O que o software faz é dizer quais são os indivíduos que têm maior probabilidade de cometer um crime e que deveriam ser focalizados pelos recursos limitados”, explica Janoowalla.

Funcionamento do programa

Para conseguir fornecer esses resultados, o programa desenvolvido pela Accenture coleta informações de um grande banco de dados sobre determinada pessoa, procurando por antigos crimes listados no sistema policial e até veiculados na mídia.

Depois de coletar tudo isso, o conjunto de informações é enviado para um algoritmo que trabalha seus dados e é capaz de identificar a pessoa que tem maior propensão para cometer certo crime. Diferente dos humanos de Minority Report, entretanto, o programa não é capaz de prever o momento que esse delito ocorrerá.

Controvérsias

É justo prender ou até mesmo punir uma pessoa antes de ela ter cometido o crime pelo qual está sendo condenada? Essa é a questão que foi levantada na época do filme e hoje, mais uma vez, virá pauta quando o assunto é esse programa que está em fase de testes.

No entanto, existe uma diferença gigantesca entre o que acontecia na ficção científica e o programa que está sendo testado: diferente do que ocorria no filme, não há “certeza” nenhuma de que o suspeito identifica pelo software cometerá o crime. Advogados e ativistas dos Direitos Humanos questionam o uso desse programa por causa de sua imprecisão. Será que essa ideia vai para frente?

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