O aplicativo KeyMe (iOS) permite que cópias digitais de chaves sejam feitas em cerca de 30 segundos. Ao realizar o escaneamento de ambos os lados do cintilante acessório, o software envia as fotos coletadas à nuvem e faz então com que uma impressora 3D tenha condições plenas de replicar cópias de suas chaves a partir de imagens.

A popularidade de KeyMe fez, inclusive, com que quiosques de impressão fossem abertos pela empresa responsável por desenvolver a extensão; hoje, cinco postos de autoatendimento ficam à disposição dos moradores de Nova York. Mas a facilidade de uso dos serviços oferecidos por apps assim traz à tona discussões acerca do tema segurança.

Em artigo publicado pelo site Wired sob o nome de “o aplicativo que usei para invadir a casa de meu vizinho”, Andy Greenberg, redator do portal, relatou sua experiência como usuário de KeyMe e colocou em xeque não somente as funções de apps como o disponibilizado para iOS – a publicação de fotos de chaves foi outro dos temas tratados.

Não é preciso ser nenhum James Bond

Ao emprestar as chaves de seu amigo, não serão necessários mais de 30 segundos para que o escaneamento do item seja feito. Desta forma, basta que você perca de vista suas chaves por alguns instantes para que um turbilhão de incertezas logo seja gerado. “Se você perde de vista suas chaves por 20 segundos, considere-as perdidas”, diz Jos Weyers, consultor de segurança e especialista na produção de cópias de chaves.

Um dos quiosques que permite a cópia de chaves.

A publicação de fotos que exibem o formato de chaves também é ato passível de ataque. Durante conferência realizada em Nova York sobre o perigo da proliferação de ferramentas como KeyMe, um jornal foi usado como objeto de estudo: o veículo de mídia teria publicado imagens dos elevadores das estações de metrô da cidade norte-americana.

Segurança

Há, de fato, a possibilidade de se copiar chaves de modo fácil – determinados aplicativos permitem até que a duplicação de certas chaves de carros seja feita. Mas este novo método de consulta a chaveiros inaugura também formas precisas de rastreamento. “Temos todo o registro de dados hoje, algo que não acontece quando você faz cópias de chaves do jeito tradicional”, diz Greg Marsch, CEO da empresa responsável pelo aplicativo KeyMe.

“Se uma chave for usada para causar dano, teremos rastros claros que poderão nos indicar quem foi o responsável”, complementa o executivo. Uma opção de KeyMe faz com que os donos das chaves possam consultar a quantidade de cópias feitas a partir de um item. “Os efeitos de aplicativos como KeyMe vão ser positivos: as pessoas agora estão encarando o fato de que chaves podem ser copiadas em alguns segundos”, arremata o expert em segurança Weyers.

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