Sabe aquela história de vigilância policial em tempo real por satélite que era mostrada no filme “O Inimigo do Estado”? Então, parece que essa tecnologia não é apenas algo fictício.

De acordo com o site Center for Investigative Reporting, com o novo sistema inventado por Ross McNutt, da empresa Persistent Surveillance Systems, é possível vigiar grandes áreas em tempo real com câmeras que visualizam tudo dos ares.

O criador dessa tecnologia diz que seu produto é como “uma versão ao vivo do Google Earth, que tem capacidades de um gravador de vídeo digital”, o que não quer dizer muita coisa. Aparentemente, esse serviço funciona com aviões que têm câmeras de alta resolução, as quais transmitem vídeos em tempo real e podem capturar até 6 horas de vídeo constante.

O site Gizmodo nota que isso é mais ou menos o que um satélite comum já pode fazer, com a diferença de que o sistema de McNutt permite retroceder ovídeo, ampliar imagens e focar em determinados objetos. O sistema tem capacidade para monitorar até 65 km², mas a qualidade não possibilita distinguir rostos.

A parte boa dessa história é que ao combinar as capacidades de monitoria aérea com as câmeras terrestres, a polícia poderia acompanhar crimes em tempo real e capturar os bandidos em pouquíssimo tempo.

Já está em funcionamento

Se você pensa que tudo isso não passa de um protótipo, devemos alertá-lo que o sistema PSS já está em testes em algumas cidades americanas, incluindo Baltimore (Maryland, EUA), Dayton (Ohio, EUA) e Compton (Califórnia, EUA). Inclusive, ano passado, a polícia de Compton conseguiu acompanhar um caso de roubo e fuga com a ajuda dessa tecnologia.

Apesar de esta ser uma boa notícia no que diz respeito à segurança, há algumas pessoas que já estão preocupadas com sua privacidade, alegando que a polícia poderá monitorar suas vidas pessoais sem quaisquer motivos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Center for Investigative Reporting)

A polícia, por outro lado, alega que o sistema PSS não é invasivo, visto que ele só serve para vigiar locais públicos abertos. A tecnologia utilizada não tem capacidade para enxergar através de paredes, portanto não há como espionar o dia a dia das pessoas, tampouco reconhecer os rostos de uma altitude tão elevada.

Segundo o relato no site Center for Investigative Reporting, esse é um dos sistemas menos invasivos que existem. Ainda não se sabe se a novidade será adotada definitivamente nas cidades que estão testando, tampouco se o serviço será utilizado em outros estados. Será que essa moda pega? Um sistema desse tipo viria a calhar no Brasil?

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