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Segurança

Apps de saúde mental para Android têm falhas que podem vazar conversas privadas

Pesquisadores de segurança descobriram brechas em apps de saúde mental para Android que podem expor usuários.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule24/02/2026, às 15:00

Pesquisadores de segurança identificaram brechas graves em aplicativos de saúde mental para Android que podem expor usuários a ferramentas de monitoramento e até permitir o vazamento de conversas pessoais. As informações foram documentadas pela Oversecured, empresa especializada em auditoria de segurança mobile, na terça-feira (17).

Os 10 aplicativos analisados não tiveram nomes divulgados e alguns deles são voltados ao tratamento de condições como depressão, ansiedade, ataques de pânico e transtorno bipolar. Juntos, os programas somam mais de 14 milhões de downloads, conforme apurou a Bleeping Computer. Entre eles, seis oferecem espaços de chat que, por princípio, deveriam ser mantidos privados ou criptografados pelos provedores de serviço.

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Os apps não são maliciosos por si só, mas contém brechas que podem expor os usuários. (Fonte: oatawa/Getty Images)

Quais foram as vulnerabilidades descobertas?

A Oversecured reportou uma variedade de vulnerabilidades nos aplicativos investigados. Segundo a empresa, as falhas podem ser exploradas para interceptar credenciais de acesso, enviar notificações falsas, localizar o usuário ou até injetar código HTML malicioso.

Um dos apps analisados, com cerca de um milhão de downloads e popular entre soluções de terapia com inteligência artificial, apresentou uma brecha que permitiria a interceptação de conteúdo sensível. Na prática, seria possível roubar o histórico de conversas com terapeutas virtuais e registros de humor armazenados na plataforma.

Nenhum dos aplicativos por si só é malicioso, porém, se conhecidos por criminosos, podem ter as brechas exploradas.

Dados de saúde precisam ser sigilosos

Para a Oversecured, aplicativos de saúde mental envolvem riscos únicos justamente pelo tipo de informação armazenada. “Na dark web, registros de terapia são vendidos por US$ 1 mil ou mais, muito mais do que números de cartão de crédito”, afirmou o fundador da empresa, Sergey Toshin.

Informações sobre saúde mental, especialmente desabafos sobre emoções pessoais, podem ser usadas para chantagem (blackmail), por exemplo. A técnica consiste em extorquir as vítimas para que paguem quantias em dinheiro a fim de evitar o vazamento das informações.

As investigações foram realizadas entre 22 e 23 de janeiro, com foco nas versões mais recentes dos aplicativos disponíveis naquele período. Até o momento, não há confirmação pública de que os problemas tenham sido corrigidos pelos desenvolvedores.

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