Polícia prende 29 suspeitos de golpes milionários no WhatsApp

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A Polícia Civil dos estados de Goiás e São Paulo prenderam, na terça-feira (05), 29 pessoas suspeitas de participação em uma quadrilha que aplicava golpes através do WhatsApp. Segundo o G1, foram cumpridos ao todo 41 mandados de prisão contra o grupo criminoso, que atua também nos estados de Roraima, Pará e Minas Gerais. A estimativa é de que cerca de duas mil pessoas tenham sido vítimas dos golpistas, com prejuízos de R$ 3 milhões.

O golpe, que é aplicado tipicamente no WhatsApp, foi denunciado pela primeira vez em São Paulo, em agosto de 2021, e consiste em usar a foto de pessoas em contas criadas para fins de fraude.

Depois, os criminosos “entram em contato com seus familiares e amigos dizendo que tinham trocado o número. Essas pessoas [as vítimas] apagam o número correto, gravam o número desses criminosos e eles [golpistas] passam a solicitar valores e, inclusive, empréstimos. São valores altíssimos”, afirmou ao G1 o delegado Pablo França, da Polícia Civil de São Paulo.

O que diz o WhatsApp?

Fonte: HeikoAl/Pixabay/Reprodução.Fonte: HeikoAl/Pixabay/Reprodução.Fonte:  HeikoAl/Pixabay 

O WhatsApp, em nota divulgada, afirmou que, como a plataforma utiliza criptografia de ponta a ponta como padrão, não consegue acessar o conteúdo das mensagens trocadas entre seus usuários. No caso das contas não autênticas, ou seja, aquelas em que pessoas se fazem passar por outras, o aplicativo de mensagens instantâneas informa que os casos devem ser denunciados na opção para esse fim existente no menu.

A rede social também alertou que, caso algum usuário descubra uma conta que esteja fazendo uso indevido do seu nome e/ou foto, denuncie o fato imediatamente através do endereço de email support@whatsapp.com.

O WhatsApp também se colocou à disposição para cooperar com as investigações criminais. Segundo a empresa, dados disponíveis na multiplataforma poderão ser fornecidos em resposta às solicitações de autoridade públicas e de acordo com a legislação vigente. Os suspeitos responderão pelos crimes de: estelionato eletrônico, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.