Apple processa NSO Group, dona do spyware Pegasus

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A Apple anunciou nesta terça-feira (23) que entrou com uma ação judicial contra o NSO Group, empresa israelense conhecida por criar ferramentas hacker, como o polêmico spyware Pegasus. Segundo a empresa de Cupertino, o objetivo é responsabilizar o grupo pela vigilância dos usuários da Apple e impedir permanentemente que o NSO Group use qualquer dispositivo ou software da empresa.

"Agentes patrocinados pelo estado, como o NSO Group, gastam milhões de dólares em tecnologias sofisticadas de vigilância sem responsabilidade efetiva. Isso precisa mudar. Os dispositivos da Apple são o hardware de consumo mais seguros do mercado — mas as empresas privadas que desenvolvem spyware patrocinado pelo estado se tornaram ainda mais perigosas", disse Craig Federighi, vice-presidente sênior de Engenharia de Software da Apple.

"Embora essas ameaças à segurança cibernética afetem apenas um número pequeno de nossos clientes, levamos qualquer ataque aos nossos usuários muito a sério", disse o executivo.

O processo fornece novas informações sobre a invasão do NSO Group em um aparelho da empresa. Segundo a Apple, o intuito do grupo era explorar uma vulnerabilidade do dispositivo e instalar uma versão recente do spyware Pegasus no celular da vítima. A presença do software de vigilância foi identificada, inicialmente, por pesquisadores da Universidade de Toronto.

No mesmo comunicado, a Apple também ressaltou a iniciativa de doar US$ 10 milhões para organizações de pesquisa em defesa cibernética.

Vale lembrar que o WhatsApp também já processou o NSO Group, sob a alegação de que a empresa israelense estaria invadindo conversas privadas do mensageiro.

"Só criminosos temem o Pegasus"

Em julho deste ano, o CEO do NSO Group, Shalev Hulio, chamou atenção ao dar respostas controversas em entrevista para a revista Forbes. Ele aproveitou para negar que o spyware da empresa seja usado por governos para monitorar jornalistas e ressaltou que as pessoas não devem temer a tecnologia.

"As pessoas que não são criminosas, não são os 'Bin Ladens' do mundo, não devem temer. Elas podem confiar totalmente na segurança e privacidade de seus dispositivos Google [Android] e Apple [iOS]."

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