Veja quais são os malwares mais utilizados no mundo

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O Trickbot foi o malware mais prevalente no mundo em outubro, sendo utilizado em 4,26% dos ataques cibernéticos globais direcionados às organizações ao longo do mês. É o que revela o Índice Global de Ameaças, divulgado na quarta-feira (17) pela Check Point Research.

De acordo com a empresa de cibersegurança, é a quinta vez em 2021 que o cavalo de Troia bancário assume a liderança do ranking global Top Malware. Constantemente atualizado, o programa malicioso tem se tornado mais flexível, sendo capaz de roubar credenciais financeiras, dados de contas e identificação pessoal, além de disseminar ransomware.

No Brasil, a situação é um pouco diferente, já que o malware mais usado no mês foi o XMRig, prevalecendo em 5,17% das campanhas maliciosas, conforme a Check Point. Líder mundial, o Trickbot ficou em segundo lugar no território nacional, seguindo pelo Tofsee.

Malwares mais usados no Brasil em outubro.Malwares mais usados no Brasil em outubro.Fonte:  Check Point Research/Divulgação 

O levantamento destaca ainda o retorno do botnet Emotet, responsável pela explosão de ataques de ransomware nos últimos três anos, e a entrada da “Apache HTTP Server Directory Traversal” na lista das 10 vulnerabilidades mais exploradas do mês. Neste último ranking, a liderança é da falha “Web Servers Malicious URL Directory Traversal”.

Principais malwares para celular

Em relação aos ataques que têm como alvo os dispositivos móveis, a pesquisa aponta o xHelper como o mais utilizado pelos cibercriminosos. Observado desde o início de 2019, o app Android malicioso é usado para baixar outras ferramentas danosas ao aparelho e exibir anúncios, tendo a capacidade de se reinstalar caso seja removido.

Outro malware móvel que aparece na lista é o AlienBot, destinado ao roubo de dados financeiros, podendo ainda controlar o aparelho infectado. Também foi mencionado o XLoader, igualmente usado na captura de informações bancárias.

A equipe por trás do Índice Global de Ameaças revelou ainda os setores mais atacados globalmente em outubro, com as áreas de educação e pesquisa na dianteira, seguidas por comunicações, governo e militar.