FBI prende engenheiro que vendeu segredos militares em sanduíche

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Imagem: Matias Garabedian/Flickr
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No domingo (10), o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) indiciou Jonathan e Diana Toebbe, um casal de Annapolis, no estado de Maryland, como suspeitos de espionagem, após venderam dados confidenciais de um submarino nuclear a um agente disfarçado do FBI. Durante a denúncia, os policiais federais relataram a apreensão de um cartão de memória SD com as informações ultrassecretas dentro de um sanduíche de manteiga de amendoim.

De acordo com a denúncia, o homem de 42 anos e sua esposa Diana, de 45, eram investigados pelo FBI há quase um ano, sob a suspeita de vender dados de classificação restrita para um país estrangeiro em troca de criptomoedas. Engenheiro nuclear, Jonathan foi designado para o Programa de Propulsão Nucelar Naval da Marinha dos EUA, época em que obteve uma autorização de segurança nacional de alto nível.

A investigação teve início no dia 1º de abril do ano passado, quando o engenheiro supostamente enviou um pacote de amostra de informações confidenciais a um governo estrangeiro não identificado. Interceptado por um agente americano no país destinatário, o pacote continha uma carta com os dizeres: "Por favor, encaminhe esta carta para sua agência de inteligência militar. Acredito que esta informação será de grande valor para sua nação".

Um sanduíche indigesto

Fonte: Wiki Image 2000/Wikimedia Commons/ReproduçãoFonte: Wiki Image 2000/Wikimedia Commons/ReproduçãoFonte:  Wiki Image 2000/Wikimedia Commons 

Utilizando o serviço de correio eletrônico criptografado ProtonMail, o agente disfarçado enviou aos Toebbe um adiantamento de US$ 10 mil (R$ 50 mil) em criptomoeda Monero, conhecida pelo seu alto nível de privacidade e segurança. Foi então combinada uma entrega de informações em um lugar na Virgínia Ocidental. Foi nessa "armação" que Jonathan colocou o cartão de memória dentro de meio sanduíche de manteiga de amendoim.

De posse do cartão SD, o agente do FBI enviou mais US$ 20 mil em criptomoedas ao casal para obter a chave de descriptografia para acessar as informações. Confirmada a legitimidade dos dados, FBI e NCIS organizaram nova remessa, ao preço de US$ 70 mil, desta vez em uma embalagem de chicletes, quando o casal foi preso.

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