Huawei pede que EUA faça parcerias de cibersegurança com a China

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A fabricante chinesa Huawei publicou um texto comentando a atual situação da cibersegurança dos Estados Unidos, criticando algumas das ações do país, elogiando direcionamentos recentes e até aconselhando as autoridades sobre quais passos tomar a seguir.

O texto é assinado por Andy Purdy, chefe de segurança da marca nos EUA e antigo conselheiro de cibersegurança da Casa Branca. Vale lembrar que, atualmente, a Huawei sofre para se estabelecer no país após sanções comerciais que datam de 2019 e foram intensificadas nos últimos meses: a marca é acusada de espionagem política e industrial, além de ligações com o Partido Comunista Chinês.

Na carta, Purdy comenta alguns casos recentes de ransomware que atingiram pontos importantes do país, como a Colonial Pipeline, e cita também uma recente ordem executiva publicada pelo presidente Joe Biden em maio deste ano. As recentes movimentações dos EUA são citadas como "o mínimo que as empresas deveriam estar fazendo".

O que mais diz o texto?

Segundo o especialista, o país agora está no caminho certo, mas ainda faltam alguns pontos a serem levados a sério. "É bom ver os EUA levar práticas de cibersegurança mais a sério e com ênfase maior em colaborações público-privadas, colocando padrões e melhorando o compartilhamento de informações. Porém, desenvolver sistemas e redes mais seguros e resilientes, além de uma cadeia de softwares, vai levar tempo", diz o texto.

Além disso, o representante da Huawei sugere uma maior colaboração entre nações, o que incluiria uma conversa até o momento impossível entre EUA e China para o compartilhamento de sistemas de segurança, processos de auditoria e acordos de conformidade.

"Essa é uma oportunidade para os EUA trabalharem coletivamente com China, Rússia e outros países para construir uma ordem mais baseada em regras para o ciberespaço que tenha requisitos direcionados a padrões e práticas melhores, transparência e mecanismos de conformidade, além de responsabilização significativa", conclui a carta.

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Fontes