Um desses contatos pode estar enviando um vírus. (Fonte da imagem: Reprodução/Facebook)

Você se lembra de quando diziam para não acessar sites pornográficos para evitar correr o risco de infectar seu computador com algum vírus? Páginas de conteúdo adulto sempre foram a forma preferida de hackers na hora de espalhar pragas virtuais pela internet. Até agora.

De acordo com o grupo responsável pelo antivírus Kaspersky, esses sites já não são mais considerados os principais focos de vírus e outros malwares, perdendo sua liderança para outros tipos de conteúdos, inclusive redes sociais. Isso mesmo, o Facebook pode ser mais perigoso do aquela obscura página de garotas suecas que o “amigo de seu primo” tanto acessa.

O relatório do Kaspersky revelou que o índice de ameaças hospedadas em endereços pornográficos caiu e representa somente 14% das ocorrências detectadas, enquanto serviços como o criado por Mark Zukerberg marcam 21%. Outro grande responsável pelo índice negativo dos sites de relacionamentos é o VKontakte, uma das formas de comunicação mais populares na Rússia.

No entanto, o maior perigo está exatamente na área do entretenimento. Cerca de 31% das infecções registradas pelo grupo são originadas de links existentes em serviços como YouTube e Vimeo. Já os mecanismos de busca, como Google e Bing, ficam em segundo lugar, com 22% das ocorrências.

Essa mudança de paradigma, no entanto, não chega a ser uma surpresa. Como o próprio Kaspersky explica, essas ações nocivas vão sempre se infiltrar em serviços populares na tentativa de se aproveitar da ingenuidade alheia. Com a expansão do Facebook e Twitter, era natural que esses indivíduos iriam migrar de sites pornográficos para as redes sociais.

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