Privacidade zero: até Donald Trump pode ser facilmente rastreado

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Nesta quinta-feira (19), o New York Times publicou sobre um banco de dados de localização que contém mais de 50 bilhões de pings, provenientes de mais de 12 milhões de smartphones de cidadãos americanos. Os dados foram gerados de forma aleatória, e compreendem alguns meses entre os anos 2016 e 2017. Agora, o NYT quer demonstrar como é fácil rastrear qualquer pessoa, dentre as que fazem parte do banco de dados analisado, incluindo o presidente dos Estados Unidos.

Perseguindo Donald Trump

O primeiro ping de localização (ponto verde) foi detectado às 7:10 da manhã, no entorno do clube Mar-a-Lago, que pertence a Trump, em Palm Beach, onde ele já havia chegado há mais ou menos uma hora.

Fonte: New York Times/Reprodução

Pouco tempo depois, um deslocamento é iniciado.

Fonte: New York Times/Reprodução

O ponto foi até o Clube Nacional do Golfe, que fica a uns 30 minutos da localização inicial, pingando novamente às 9:24 da manhã. Trump estava jogando golfe com Shinzo Abe, primeiro ministro do Japão.

Fonte: New York Times/Reprodução

Eles permaneceram por lá até, pelo menos, às 13h12, quando o houve outro ping, indicando que eles se dirigiam para o Clube Internacional do Golfe, em West Palm Beach, onde almoçaram.

Depois disso, o smartphone pingou novamente às 17:08, já de volta a Mar-a-Lago.

Fonte: New York Times/Reprodução

Segundo o NYT, foi extremamente fácil descobrir que não se tratava exatamente do telefone do presidente, mas, provavelmente de um dos agentes do Serviço Secreto. Para isso, eles cruzaram algumas informações disponíveis publicamente, na internet. Eles também rastrearam os movimentos do agente indo do Aeroporto Internacional de Palm Beach para Mar-a-Lago, suas idas para casa (o que expôs seu nome, endereço e o nome do cônjuge), além de visitas a locais particulares.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA disse que até o Pentágono já esperava que ninguém estivesse livre desse tipo de rastreio.

O jornal fez um alerta a respeito de como as empresas têm lidado com nossos dados, os quais, a princípio, são cedidos por nós, de forma consciente. O problema é que, se esses dados caírem em mãos erradas, qualquer cidadão pode ser identificado e ter sua privacidade completamente exposta.

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