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Como manifestantes em Hong Kong driblam repressão digital chinesa

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Cidadãos de Hong Kong foram às ruas na última quarta-feira (12) para protestar contra um projeto de lei que facilita a extradição para a China de pessoas condenadas por crimes. A manifestação foi coordenada por ferramentas de comunicação digital, provocando repressão por parte das autoridades, por isso os manifestantes criaram estratégias para a utilização de aplicativos e dispositivos com o objetivo de diminuir os impactos da perseguição do governo.

Uma das estratégias foi desabilitar o desbloqueio facial ou por impressão digital dos celulares. A medida funciona porque as leis de Hong Kong barram a produção de provas contra si mesmo, impedindo que a polícia exija que as pessoas forneçam a senha de desbloqueio, por exemplo. No entanto, as autoridades podem ser capazes de usar os dedos dos usuários ou apontar os smartphones para o rosto deles, a fim de liberar os dispositivos de forma biométrica.

Outra alteração foi utilizar mensagens encriptadas no Telegram. O criador do aplicativo, Pavel Durov, reportou em seu perfil no Twitter um ataque que coincidia com o horário dos protestos em Hong Kong. A plataforma disse, porém, que conseguiu estabilizar a situação.

Os manifestantes mudaram até mesmo a forma de utilizar o transporte público. Em vez de usar os passes diários, eles compraram bilhetes avulsos e pagaram em dinheiro. Com isso, tornam mais difícil que a polícia soubesse onde eles estavam durante os protestos.

Qual foi o motivo da manifestação?

Embora Hong Kong seja parte da China, a ilha tem leis próprias que seguem o estilo da legislação britânica. Há diferenças entre elas, como a ausência de pena de morte, que existe na China continental. O temor é que, se houver mudança nas regras de extradição, os cidadãos possam ser retirados da ilha pelas autoridades chinesas devido a retaliações políticas. Já os defensores da lei dizem que Hong Kong pode se tornar um paraíso para criminosos caso as alterações não sejam aprovadas.

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