A Polícia Federal vem investigando quem foram responsáveis e quais informações foram surrupiadas pelos hackers nos recentes ciberataques aos procuradores que atuam na Operação Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro e em São Paulo. O processo foi aberto há 5 dias, a partir das apurações sobre ao ataque ao celular do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ministro do STF disse que esse tipo de conversa não deveria ocorrer por meio de aplicativos de mensagem

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, os hackers tinham como maior alvo as mensagens trocadas pelo Telegram. As contas não contavam com a verificação em duas etapas e ficaram mais expostas ao ciberataque. Um integrante da cúpula do Ministério Público Federal revelou ao jornal que o uso do mensageiro foi “imprudente” porque o app não consta na lista de “vias oficiais” de comunicação segura. O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse que esse tipo de conversa não deveria ocorrer por meio de aplicativos.

“A troca de mensagens entre juiz e Estado acusador tem de ser no processo, com absoluta publicidade. A internet é perigosa”, afirmou ao periódico, sem comentar o teor das conversas, que ainda deve ser confirmado pelas próprias vítimas.

Força-tarefa da Lava Jato não sabe o que foi comprometido

Em nota, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou na noite de domingo (9) que “não sabe exatamente ainda a extensão da invasão”, mas que “possivelmente” foram copiados “documentos e dados sobre estratégias e investigações em andamento e sobre rotinas pessoais e de segurança” dos integrantes do grupo e de suas famílias.

Os procuradores afirmam ter “tranquilidade” de que as mensagens “refletem atividade desenvolvida com pleno respeito à legalidade e de forma técnica e imparcial” e que não irão “se dobrar à invasão imoral e ilegal, à extorsão ou à tentativa de expor e deturpar suas vidas pessoais e profissionais”.

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