Basta um CPF em mãos para qualquer criminoso registrar um celular pré-pago em outro nome. Como nota a Folha de SP, isso gera dor de cabeça para vítimas, que podem até ser investigadas pela polícia, caso o número fraudulento seja usado em algum crime. Agora, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai obrigar as operadoras a implementarem mudanças no sistema de cadastro de usuários. A ideia é combater esse problema, mas as operadoras têm até 2020 para se adequarem.

Basta um CPF em mãos para qualquer criminoso registrar um celular pré-pago em outro nome

As operadoras, em relatório apresentado para a Anatel, buscam criar um site na internet que ofereça mais informações ao público, além de exigir maior rigor para o cadastro remoto de linhas e a implantação de sistema de validação pela digital do usuário.

Segundo fiscalização da Anatel, entre os 157 milhões de usuários de linhas pré-pagas, os maiores problemas envolvem CPF inválidos, cadastros incompletos e cadastros que chegam a ter mais de 50 linhas em apenas um CPF. Após a mudança, cerca de 229 milhões de celulares poderão ser afetados.

De acordo com Gustavo Santana Borges, gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel, o novo sistema “vai identificar se aquele CPF é válido, se é de alguém que ainda está vivo ou algum de falecido. Hoje o consumidor teria que ir em cada operadora e investigar”, diz Borges.

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