WhatsApp nega entregar registro de quem dissemina fake news

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Recentemente, a Polícia Federal recebeu um documento que ajudaria a rastrear quem são os primeiros propagadores de notícias falsas (fake news). O “caminho das pedras” foi desenvolvido por Miguel Freitas, especialista em telecomunicações da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do RJ, que enviou um relatório para a Procuradoria-Geral da República no dia 26 de novembro de 2018. Contudo, o WhatsApp negou que possa entregar à Justiça os registros que indiquem os primeiros disseminadores desse conteúdo.

Se o WhatsApp tivesse a capacidade de entregar os registros, o aplicativo poderia colocar em risco a privacidade e segurança de todos os usuários

A afirmação foi feita à Folha de SP: “Usuários brasileiros enviam milhões de arquivos de mídia no WhatsApp, todos protegidos por criptografia de ponta a ponta. Nós não armazenamos dados que identifiquem o primeiro remetente de arquivos de mídia compartilhados no WhatsApp; fazer isso poderia minar a natureza privada do WhatsApp e criar um potencial de uso inadequado".

Isso significa que, se o WhatsApp tivesse a capacidade de entregar os registros, o aplicativo poderia colocar em risco a privacidade e segurança de todos os usuários.

Contudo, o relatório de Freitas diz que “é tecnicamente possível obter, via judicial, informações sobre a origem de uma mídia digital enviada ou encaminhada na plataforma WhatsApp. Essas informações incluem o número do celular associado, a hora do acesso e o endereço IP do usuário que realizou o primeiro envio dessa mídia para a plataforma. Mídias digitais, tais como fotos e vídeos, encaminhados entre grupos e entre diferentes usuários dentro da plataforma WhatsApp preservam a capacidade de rastreamento ao usuário de origem”.

  • Vale notar que o WhatsApp foi saiu do ar no Brasil por decisão judicial algumas vezes — e os casos eram “parecidos”, com o WhatsApp não fornecendo informações de mensagens trocadas.

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