Um golpe de sextorsão, propagado por detentos com militares como alvos, já fez centenas de vítimas e movimentou cerca de US$ 560 mil, de acordo com o Naval Criminal Investigative Service (NCIS) dos Estados Unidos. A sextorsão — que já foi tipificada na lei brasileira, vale notar — é a ameaça de divulgação de fotos/vídeos íntimos mediante um pagamento ou ação da vítima.

O relatório afirma que detentos, por meio de smartphones e ajuda de pessoas de fora da cadeia, fazem perfis em sites de relacionamento e redes sociais para interagir com os militares. Com identidades falsas definidas, os detentos começam a ludibriar os militares enviando fotos íntimas e, em retorno, também recebem imagens deste tipo — a diferença é que os militares acabam enviando as próprias fotos.

O relatório indica que já foram feitas mais de 440 vítimas, todos membros do exército, aeronáutica e marinha dos EUA

Após receber as imagens, os detentos costumam falar que, na verdade, a conta no site de relacionamento foi criada por uma pessoa menor de idade e o militar estaria se relacionando com uma criança. Sim: os detentos, falsamente, agem como se fossem “os pais” das menores oferecidas.

A sextorsão entra nesse ponto: para não “divulgar o caso e apresentar queixas na justiça”, os detentos cobram um valor alto dos militares, que acabam pagando com medo de responder pelos atos.

O relatório indica que já foram feitas mais de 440 vítimas, todos membros do exército, aeronáutica e marinha dos EUA, que perderam cerca de US$ 560 mil.

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