No mesmo dia em que a Google revelou que dados de usuários estiveram expostos por quase três anos no Google+, a empresa também revelou algumas mudanças na forma como apps coletam informações de usuários.

A partir de agora, ferramentas desenvolvidos por terceiros terão que solicitar permissões uma a uma para usuários a fim de conseguir acesso a determinados dados. Isso vale apps do Android, iOS e também para a web. Assim, quando você usar um app que pretenda ter acesso ao seu Gmail, Drive, Play Games e por aí vai, terá que autorizar especificamente cada ação.

A ideia da Google é tornar o processo de coleta de dados por terceiros mais transparente e evitar que usuários sejam surpreendidos posteriormente com a quantidade de informações que apps possuem sobre eles.

google(Fonte: divulgação Google)

Em seu blog para desenvolvedores, a Google explica que os criadores de apps terão que pedir as permissões apenas quando seus softwares realmente precisarem. Além disso, cada pedido terá que ser claro e direto, deixando bem claro o que estará sendo coletado a partir da Conta Google.

Essas mudanças entram em vigor já a partir deste mês para novos usuários, e serão disseminadas a todos a partir do início de 2019.

A motivação para essas mudanças

Hoje (08), a Google admitiu que que o Google+ contava com uma brecha de segurança que expunha dados pessoais de usuários da rede social, o que incluía nome, email endereço, ocupação, idade e por aí vai. Tudo isso acontecia mesmo que as pessoas marcassem as informações como privadas.

A empresa consertou o bug em março deste ano, mas ele estive ativo entre 2015 e 2018. A Google, entretanto, comenta que não há indícios de que desenvolvedores ou qualquer hacker tenha se aproveitado da falha durante esse período.

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