Na última sexta-feira, a Google publicou um alerta de segurança que mostrava que a versão Android de Fortnite possuía várias falhas de segurança. Entre as mais graves estava um problema que permitia que o jogo fosse “raptado por outros apps” para instalar APKs que garantiam acesso a áreas sensíveis de um aparelho sem que o usuário tivesse que dar suas permissões.

Fortnite

Embora a divulgação da informação tenha ocorrido uma semana após o lançamento de um patch de segurança que corrigiu o problema (a Epic soube dele no dia 15), a empresa não considerou a decisão da Google como algo positivo. Segundo o chefe do estúdio, Tim Sweeney, a publicação da falha é “um movimento de RP válido”, mas pode provocar problemas.

Punição

Segundo Sweeney, a Epic pediu à Google que só publicasse o problema depois de um intervalo de 90 dias (geralmente isso ocorre após uma semana) para permitir que os usuários tivessem tempo de atualizar o game. Como o título não é publicado na Google Play, é preciso abrir o game no smartphone ou tablet para iniciar o download dos arquivos corrigidos.

Para o executivo, a decisão só beneficia hackers que desejam explorar a brecha para explorar jogadores que possuem dados desatualizados. Ele deu a entender que considera isso uma “punição” por parte da Google, que não estaria muito contente com o fato de Fortnite não estar disponível em sua loja — o que faz com que ela não obtenha 30% dos lucros das microtransações que sustentam o game.

Chefe da Epic critica Google após divulgação de falha em Fortnite via Voxel

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