WhatsApp vem sendo usado mais uma vez por golpistas para tentar tirar o dinheiro de usuários desprevenidos. Desta vez, os criminosos têm se passado por técnicos de futebol para extorquir dinheiro dos atletas — que estariam pagando para fechar negociações. As informações são do UOL Tecnologia.

Bandidos cobram valor que seria da transferência entre diferentes federações, que varia entre R$ 800 e R$ 2 mil

João Vallim, treinador da Inter de Limeira, diz que ficou sabendo dessa armadilha há três meses e ela voltou a ser aplicada novamente. “Os caras mandam mensagem para as pessoas se passando por treinadores e dizendo que o clube tem interesse nele. Aí dizem que a equipe por uma situação financeira ruim e que a transferência seria por conta do atleta. Um amigo meu me ligou para falar que um pessoal do Rio estava perguntando se ele me conhecia, porque eu estava pedindo dinheiro para transferência. Aí falei que não tinha nada a ver comigo. E se você liga para o número dizendo que quer falar com o João Valim, ele te bloqueia.”

vallimO técnico da Inter de Limeira, João Vallim

De acordo com o Vallim, o bandido entra em contato por meio do WhatsApp usando números com prefixo da Bahia (77). Em seguida, ele oferece a opção de jogar competições estaduais como a Copa Paulista e/ou as séries A2 e A3 por alguma equipe paulista. São utilizadas fotos de profissionais da região e a oferta é de salário em dia, alimentação, alojamento, entre outros atrativos.

Golpe busca jovens atletas de fora do Estado de São Paulo

As vítimas costumam morar fora do Estado de São Paulo, especialmente do Norte e do Nordeste. Isso porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) costuma cobrar uma taxa de transferência entre diferentes federações, um valor entre R$ 800 e R$ 2 mil.

Os golpistas pedem para depositar essa quantia na conta bancária de um suposto supervisor, chamado “Manuel Carlos”. O sobrenome comum é uma tática conhecida para dificultar investigações. Há alguma forma de pesquisa avançada e engenharia social envolvidas, pois os alvos costumam ser jovens atletas ou sem clube e os autores costumam demonstrar um bom conhecimento sobre o perfil dos jogadores.

golpe whatsappConversa entre golpista e possível vítima

Ainda não se sabe se alguém realmente pagou o que os bandidos pendem, mas Vallim acrescentou que outros colegas tiveram seus nomes utilizados pelos golpistas. Foram citados os treinadores do Rio Claro, São Caetano e Noroeste.

Vallim disse que os técnicos profissionais não costumam contratar jogadores. Quem faz isso são outros funcionários do clube. Além disso, o pagamento da taxa citada só é realizado depois que o contrato for assinado e o atleta já estiver integrado aos treinamentos. Ele afirmou que fará um boletim de ocorrência e a polícia adiantou que a própria divulgação no noticiário e nas redes sociais é vital para evitar que outras pessoas sejam ludibriadas pelos impostores.

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