Administração para a Segurança dos Transportes (TSA) dos Estados Unidos criou um grupo de trabalho para avaliar a inspeção obrigatória dos passageiros em aeroportos pequenos. As informações são da rede de televisão CNN, que teve acesso a documentos internos e conversou com agentes veteranos na agência. 

De acordo com os documentos, a proposta é eliminar a inspeção obrigatória em aeroportos pequenos e médios – aqueles que lidam apenas com aeronaves de até 60 passageiros. O texto afirma que a medida traria um “pequeno (não zero) aumento indesejável no risco de oportunidades para ações adversárias”. 

A expectativa é de que eliminar a inspeção obrigatória pouparia US$ 115 milhões (aproximadamente R$ 431 milhões), que poderiam ser utilizados para aumentar a segurança em aeroportos maiores. A proposta também implicaria uma mudança na rotina atual das inspeções. Passageiros com conexão em aeroportos maiores passariam pelo controle nesses locais, em vez de seguirem diretamente para seus voos, como acontece atualmente. 

A alteração pode afetar aproximadamente 10 mil passageiros diariamente, o que representa 0,5% da quantidade de pessoas que passam pelos aeroportos americanos todo dia. De acordo com os documentos, a mudança seria aplicada a 150 aeroportos. 

Em entrevista à CNN, especialistas em terrorismo e funcionários da TSA expressaram preocupação quanto à medida. O argumento é de que os grupos terroristas ainda têm a aviação como um alvo prioritário para suas ações, incluindo aeronaves pequenas. Eliminar a inspeção em aeroportos menores, para eles, representa ameaça à segurança nacional. 

De todo modo, não há uma definição sobre a questão. Na realidade, o porta-voz da TSA afirma que o debate é recorrente na agência, mas não significa que vá haver uma mudança. “As regulações que estabeleceram a TSA não requerem a inspeção abaixo de certo nível. Então, todo ano é ‘o ano’ em que a agência vai reconsiderar o controle obrigatório”. 

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