Já virou clichê em diversos filmes: arrancar o olho de um inimigo morto e passar por uma porta travada usando o scanner de íris. Do que depender do MIT, felizmente, esse tipo de cena vai sumir de Hollywood. 

O projeto do MIT, liderado pelo pesquisador Mateusz Trokielewicz, não permite o desbloqueio de scanners de íris por olhos de pessoas que já morreram.

Os oftalmologistas há muito reconhecem que a intrincada estrutura da íris é única em cada indivíduo

Para conseguir a façanha, a equipe do MIT coletou imagens de vários tipos íris de pessoas vivas e mortas, e depois treinou um algoritmo de machine learning para aprender a diferenciá-las. O resultado? O computador agora tem uma taxa de 99% de acerto se o olho é de uma pessoa viva ou morta.

Vale notar o trabalho da equipe para mirar os olhos sem vida para o computador: os olhos eram presos em hastes de metal em frente à câmera para o sistema de machine learning conseguir trabalhar.

  • Segundo a equipe, a precisão de 99% vale apenas para olhos de pessoas que já morreram por mais de 16 horas. Ou seja: ainda são necessários refinamentos no sistema

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“Os oftalmologistas há muito reconhecem que a intrincada estrutura da íris é única em cada indivíduo. Os detalhes são particularmente aparentes em imagens de íris infravermelha, e imagens de íris neste comprimento de onda são amplamente utilizadas em várias aplicações de segurança”, diz o MIT Review. “Nenhuma amostra post-mortem foi erroneamente classificada como viva, com uma probabilidade de classificar erroneamente uma amostra viva como sendo uma morta em torno de 1%. Amostras coletadas brevemente após a morte podem falhar em fornecer mudanças post-mortem que são aparentes o suficiente para servir como pistas para a detecção da vivacidade”.

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