Jan Koum, cofundador e CEO do WhatsApp, está deixando o Facebook após o escândalo da privacidade de dados que eclodiu nas últimas semanas. O Facebook comprou o WhatsApp em 2014 por US$ 19 bilhões, cerca de R$ 66 bilhões em conversão direta.

O Facebook mudou os termos de serviço do aplicativo permitindo, por exemplo, o acesso da rede social ao número de usuários do WhatsApp — e isso levantou uma bandeira amarela

Segundo o The Washington Post, Koum comentou: "Já faz quase uma década desde que Brian e eu começamos o WhatsApp, e tem sido uma jornada incrível com algumas das melhores pessoas. Mas é hora de seguir em frente. Fui abençoado por trabalhar com uma equipe incrivelmente pequena e ver como uma quantidade louca de foco pode produzir um aplicativo usado por tantas pessoas em todo o mundo. Estou saindo em um momento em que as pessoas estão usando o WhatsApp de várias maneiras que eu nunca poderia imaginar. A equipe está mais forte do que nunca e continuará fazendo coisas incríveis. Eu estou tirando um tempo para fazer coisas que eu gosto fora da tecnologia (...) E ainda vou aplaudir o WhatsApp — apenas fora do escritório. Obrigado a todos que tornaram essa jornada possível".

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, agradeceu: "Vou sentir falta de trabalhar tão intimamente com você. Sou grato por tudo que você fez para ajudar a conectar o mundo e por tudo que você me ensinou, incluindo sobre criptografia e sua capacidade de obter energia de sistemas centralizados e colocá-la de volta nas mãos das pessoas. Esses valores estarão sempre no coração do WhatsApp".

Como o The Washington Post notou, os fundadores do WhatsApp sempre lutaram pela privacidade de seus usuários. Porém, recentemente, o Facebook mudou os termos de serviço do aplicativo permitindo, por exemplo, o acesso da rede social ao número de usuários do WhatsApp — e isso levantou uma bandeira amarela sobre a questão de privacidade, principalmente no que envolveu a mineração de dados e publicidade direcionada.

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