De acordo com uma investigação da Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), um grupo de Facebook e WhatsApp tem relação direta ou indireta com o suicídio de três adolescentes em Goiás durante os meses de fevereiro e março.

Segundo a polícia, o grupo se chama "The H4ters" e foi criado por quatro brasileiros com os seguintes nomes falsos: Igor Akbar, Emerson Akbar, Gabriela Akbar e Saymon Akbar. A polícia nota que os perfis seguem o mesmo modus operandi do jogo da "Baleia Azul", que tomou as manchetes em 2017 por desafiar e estimular jovens ao suicídio.

No Facebook, a página "The H4ters" possui cerca de 20 mil participantes

Como nota a revista Veja, o DERCC só teve sucesso ao identificar o grupo após a denúncia de uma jovem de 18 anos. A delegacia nota que o caso de suicídio mais recente pode ter sido influenciado pelo grupo — é o de Higor Pires, de 15 anos. Familiares do menino relataram à polícia que ele apresentou mudança de comportamento dias antes de tirar a própria vida.

Higor Pires, no dia 21 de fevereiro, foi notado com um comportamento estranho e cambaleante: em seu quarto, estavam seis cartelas vazias de remédios para pressão alta. No dia seguinte, foi encontrado enforcado na casa vizinha, que estava vazia. De acordo com a investigação, antes de sair de casa, Higor apagou todos os arquivos do computador.

O grupo com presença no Facebook e WhatsApp consegue coagir as vítimas ao apresentar informações pessoais e dados sensíveis

Segundo os familiares, um ponto que chamou atenção foi o velório de Higor: vários adolescentes desconhecidos da família estavam no local. Por lá, os jovens desconhecidos apenas tiravam foto da cerimônia.

conversaConversa no WhatsApp(Fonte: Veja)

Vale notar que a indução ao suicídio é um crime contra a vida, previsto no artigo 122 do Código Penal, com pena de reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

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