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Grupo criminoso usou malware para roubar mais de US$ 1,2 bilhão de bancos

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O suspeito de ser o líder de um grupo responsável por mais de US$ 1,2 bilhão em roubos de bancos foi preso pelo Serviço Europeu de Polícia (Europol). A operação que levou à captura de Denis K. e outros três membros da organização foi feita em conjunto por autoridades de Espanha, Taiwan, Romênia e Bielorrússia com o suspeito sendo encontrado na cidade espanhola de Alicante.

De acordo com as informações da Europol, o grupo atuava desde 2013 enviando e-mails para funcionários de bancos com código malicioso anexado. Ao baixar os arquivos, eles davam ao grupo controle dos computadores da empresa e aos servidores que controlam os caixas eletrônicos. Mais de 100 instituições bancárias em cerca de 40 países foram vítimas do golpe.

Mais de 100 instituições bancárias em cerca de 40 países foram vítimas do golpe.

Haviam várias maneiras de pegar o dinheiro roubado. Uma delas envolvia fazer com que caixas automáticos soltassem o dinheiro em um horário determinado, quando algum membro do grupo estaria no local para fazer a retirada. Outra forma era inflando contas bancárias de laranjas, que faziam o saque e repassavam o dinheiro. Transferências financeiras também eram utilizadas nos roubos.

Durante a prisão, a polícia apreendeu 500 mil euros em joias e dois carros luxo, além de encontrar duas casas com valor estimado em 1 milhão de euros sendo utilizadas pelo líder do grupo. Ele utilizava cartões pré-pagos com bitcoin para gastar o dinheiro na Espanha, além de ter montado uma rede de mineração da criptomoeda que era usada para lavagem de dinheiro.

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