Um grupo hacker que supostamente desviou R$ 10 milhões em lavagem de dinheiro foi descoberto pela Polícia Federal. De acordo com o G1, seis integrantes foram presos na Operação Código Reverso, realizada nesta quarta-feira (21) — a PF ainda comentou que dois integrantes estão foragidos.

Ao que parece, para entrar nos PCs, o grupo enviava mensagens de phishing para obter as credenciais necessárias

Preso em Palmas (Tocantins), William Marciel Silva, um dos supostos líderes da quadrilha de hackers, mantinha conexões com cibercriminosos do leste europeu, além de atuar no Brasil. Outros nomes não foram divulgados. No momento que o advogado de defesa de Marciel fornecer alguma declaração, atualizaremos esta notícia.

Além do Tocantins, a Polícia Federal realiza a operações em São Paulo, Pernambuco e Goiás. São mais de 100 agentes federais cumprindo 43 mandados nos estados: 24 de busca e apreensão, 11 intimações, sete prisões preventivas e uma prisão temporária.

Sobre o golpe

Para realizar os golpes, a quadrilha lavava dinheiro por meio de empresas de fachada e criptomoedas. A Polícia Federal não especificou como os cibercriminosos desenvolviam o golpe: "o grupo usava programas para acessar os computadores das vítimas com o objetivo de fazer diversas transações bancárias", notou o veículo. Ao que parece, para entrar nos PCs, o grupo enviava mensagens de phishing para obter as credenciais necessárias.

Para esconder o dinheiro, utilizavam empresas de fachada e realizavam investimentos em bitcoins

Com os dados das vítimas em mãos, os criminosos burlavam os mecanismos de segurança de bancos. A PF comenta que foram R$ 10 milhões de prejuízos nos últimos nove meses.

Diferente da maioria dos cibercriminosos que enviam phishing, a quadrilha presa pela polícia possuía um alto padrão de vida. Para esconder o dinheiro, utilizavam empresas de fachada e realizavam investimentos em bitcoins.

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