A China despertou uma controvérsia ao implementar um sistema de reconhecimento facial sem precedentes na história. A novidade atrela as feições de uma pessoa ao seu documento de identificação e permite que o recurso seja usado tanto para fins comerciais quanto para vigilância social.

Agora, o país asiático dá um passo adiante: na província de Guizhou, a Universidade de Tsinghua e a empresa D-ear Technologies se uniram para criar um sistema de reconhecimento vocal que também será usado para identificar pessoas. Em suma, o monitoramento na China ganha uma nova arma bastante preocupante.

Segundo os desenvolvedores, a tecnologia pode trazer benefícios em setores como finanças, atendimento médico e educação e, ao menos oficialmente, não tem como objetivo monitorar cidadãos. Contudo, tal qual um simples serviço de câmeras de segurança e vigilância digital, a ferramenta pode vir a ser facilmente redirecionada para fins mais sinistros.

Reconhecimento de voz é mais barato do que outros métodos de verificação de identidade, afirmam os criadores da nova iniciativa

Em defesa da nova técnica, os seus criadores afirmam que ela é mais barata do que outros tipos de verificação de identidade. Em entrevista ao Quartz, eles apontaram ainda que o método é semelhante ao reconhecimento facial testado pela Tencent na cidade de Guangzhou, que permite a criação simplificada de uma versão digital da carteira de identidade chinesa.

Inicialmente, Guizhou será a sede dos testes da nova iniciativa, que ainda não tem data para ser expandida para outras localidades. A cidade é estratégica para empresas de tecnologia justamente por ser uma espécie de polo tecnológico, sendo inclusive a sede do primeiro data center da Apple em solo chinês.

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