A polícia islandesa investiga o que ela chama de “um grande assalto sem precedentes” na região de Reykjavík. Ladrões levaram nada menos que 600 computadores, 100 processadores, 600 placas gráficas, 100 fontes de alimentação, 100 placas-mães e 100 conjuntos de memória, todos de primeira, utilizados para minerar Bitcoin, com valor estimado de US$ 2 milhões.

Foram quatro assaltos, três deles coordenados em janeiro, em investidas contra a companhia de tecnologia Advania e uma casa, que abrigava GPUs, chipsets e outros itens. A polícia obteve imagens de câmeras de segurança e segue monitorando o uso de energia elétrica, para o caso dos criminosos montarem uma “fazenda de mineração de Bitcoin” — a Islândia tem atraído o garimpo da criptomoeda devido ao baixo custo de energia.

Até agora, foram presas 11 pessoas e dois continuam sendo mantidas em custódia, enquanto o rastreamento das máquinas e periféricos segue na capital do país, que é relativamente pequena, com pouco mais de 100 mil m2 de extensão e 300 mil habitantes.  “Existem fortes evidências que os crimes foram cometidos por um grupo muito bem organizado”, diz comissário Olafur Helgi Kjartansson.

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