Os passaportes biométricos, ou e-passports, são a evolução do documento original, uma versão com chip que reúne todos os dados necessários para uma pessoa entrar em outros países, incluindo informações que possam ser usadas para checagem de dados online, reconhecimento óptico e facial, histórico de crimes, entre outras coisas. Esse formato de identificação já está em 120 países e vem se tornando no padrão nos Estados Unidos já há 13 anos… mas sem sucesso.

Em 2010, o Government Accountability Office, órgão responsável por auditoria, avaliações e investigações do Congresso dos ianques — o semelhante à nossa Controladoria Geral da União — apontou que o programa simplesmente falhava ao checar as assinaturas digitais. Eis que, oito anos depois, o problema ainda não foi resolvido.

Matthew Green, um professor de criptografia da Universidade Johns Hopkins, chamou atenção para o caso em seu Twitter:

A máquina leitora de identificação por radiofrequência (ou Radio-Frequency Identification — RFID) continua sendo incapaz de validar as referências os senadores senadores Ron Wyden e Claire McCaskill enviaram uma requisição formal à Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (US Customs and Border Protection — CBP), alegando que a fiscalização federal simplesmente “não possui o software necessário para autenticar as informações contidas nos chips inteligentes dos passaportes biométricos”.

passaporte biométrico Ilustração de como funciona o sistema de averiguação dos passaportes biométricos

Eles pedem que o CBP “trabalhe em assuntos relevantes junto à Administração dos Serviços Gerais para determinar o verdadeiro custo de desenvolvimento de algo que possa capacitar e validar as assinaturas digitais dos passaportes biométricos” e “desenvolva e implemente um plano para autenticar adequadamente os passaportes biométricos até janeiro de 2019”.

Por enquanto, o CBP não respondeu oficialmente a requisição.

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