Você provavelmente já se deparou com um email que era claramente um golpe, seja um príncipe nigeriano com dinheiro para dar e vender, um parente que você nem sabia que tinha do outro lado do mundo que deixou uma bela herança ou até uma pessoa estrangeira de ótima aparência que parece ter se apaixonado por você online.

Só que alguns desses esquemas, por mais velhos que sejam, ainda incomodam muita gente — e alguns estão cada vez mais frequentes. Para ajudar a combater essa praga ou pelo menos encher a paciência do golpista, a empresa de segurança Netsafe, da Nova Zelândia, anunciou um novo serviço. Chamado de Re:scam, ele é um chatbot que conversa com o bandido no seu lugar.

Tudo o que você precisa fazer é encaminhar o email do golpe para me@rescam.org e aguardar. A inteligência artificial encher o remetente de dúvidas e parece só uma pessoa ingênua, mas que nunca vai chegar a cair. Ela aprende a cada nova conversa e fica cada vez mais convincente, para que a pessoa também tenha o gosto de como é ser enganada.

Questões como "É dinheiro de verdade?", "O que você precisa de mim?" e até "Posso mandar o pagamento em cupons?" são frequentes, e a IA até se passa por uma pessoa idosa para fingir que é uma vítima fácil. Depois de muita insistência e tempo perdido, o criminoso percebe que tudo aquilo é um golpe nele mesmo.

Alguém ainda cai nisso?

Pior que sim. Segundo a Netsafe, US$ 12 bilhões são perdidos e cada ano em esquemas pela internet, com técnicas cada vez melhores e crimes "sem fronteiras", difíceis de serem rastreados e resultarem em punição. Com o chatbot, a empresa não só registra as técnicas, mas também tenta localizar os bandidos e repassar os dados deles para as autoridades.

Vale lembrar que o TecMundo já caiu de propósito em um desses golpes, indo a fundo nas falcatruas — sem enviar o dinheiro, claro. Confira aqui a nossa experiência.

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