Uma maior quantidade de dispositivos conectados à internet e entre si também significa um aumento significativo no número de malwares que atinge esses aparelhos. Essa é a conclusão de cinco meses de estudo da Kaspersky Lab em busca de ameaças envolvendo a Internet das Coisas (IoT, na sigla original em inglês).

Só de janeiro a maio de 2017, os pesquisadores detectaram 7.242 amostras de malware nesses dispositivos. O número é 74% a mais do que o número total de amostras detectadas no período somado entre 2013 e 2016.

Segundo os cientistas, os ataques já existem faz alguns anos, mas bombaram mesmo em 2016 com o surgimento da botnet Mirai.E não faltam dispositivos para serem alvos: de acordo com dados da Gartner, existem mais de 6 bilhões de dispositivos conectados à internet no planeta.

Tamanho não é documento

Sejam termostatos, sensores, geladeiras, portas de garagem, pulseiras inteligentes e até brinquedos, esses produtos são especialmente vulneráveis porque o firmware de cada produto geralmente não recebe tantas atualizações de segurança, traz senhas padrões e não recebe a devida atenção por parte do usuário. E, uma vez controlados, podem não só receber comandos remotamente, mas também servir como porta de entrada para a invasão de outros eletrônicos da casa.

"É uma tendência que está longe de ser reversível e aumenta a cada dia. Isso nos leva à urgência de pensar sobre quais medidas de segurança devem ser tomadas para esse tipo de tecnologia", diz Roberto Martinez, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab.

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