Após as denúncias veiculadas na última terça-feira (25) pelo Jornal Nacional de que o Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo, é um local marcado pelo roubo de smartphones e carteiras, o espaço volta a ser palco da denúncia de outros crimes. Segundo o G1, na região também é comum encontrar quem faça a venda de aparelhos furtados e dispositivos com características falsas.

Imagens obtidas pelo SPTV mostram como funciona a negociação de aparelhos roubados: após um homem mostrar o gadget a um comprador, eles combinam o preço que vai ser pago. Em alguns casos, um produto ilegítimo é oferecido na negociação — para isso, o vendedor coloca o dispositivo verdadeiro protegido com uma capa dentro do bolso e de lá retira uma versão pirateada coberta com a mesma proteção.

Enganados, muitos consumidores acabam levando para casa pedaços de gesso

Segundo um golpista que atua na Rua Santa Ifigênia, nem mesmo o bloqueio dos aparelhos é suficiente para impedir que vendas sejam realizadas. “Você usa a tela quando a carcaça não está boa. Também usa os botões da lateral”, explicou. Outro golpe comum consiste em pessoas oferecendo produtos baratos alegando precisar do dinheiro — somente após abrir a embalagem o comprador descobre ter adquirido um celular de pedra ou um pedaço de gesso.

A Secretaria de Estados de Segurança Pública (SSP) afirma que, nos últimos 8 meses, 410 pessoas foram presas em flagrante na região por roubo e furto. No mesmo período, 2,4 mil celulares roubados foram recuperados. Após a veiculação das denúncias, o policiamento da região foi reforçado e era possível ver guardas a pé, a cavalo, de moto e bicicleta na região do viaduto.

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