Câmera é tão rápida que consegue fotografar o comportamento das células (Fonte da imagem: Reprodução/UCLA)

Pesquisadores da UCLA, nos Estados Unidos, conseguiram criar àquela que é considerada a câmera mais rápida do mundo na captação de imagens em duas dimensões. E, quando falamos que ela é rápida, é porque ela é realmente veloz: em apenas um segundo, o aparelho é capaz de obter cerca de 36,7 milhões de frames.

O invento, no entanto, não funciona sozinho. Ele é somente uma parte de um avançado microscópio. Para trabalhar, a câmera utiliza um sistema chamado de STEAM: serial time-encoded amplified microscopy (não, não é aquele dos jogos).

O processo utiliza lasers para criar imagens e o seu obturador que realiza a captura das fotos apresenta uma velocidade de disparo absurda: 27 picosegundos. É isso que permite que a câmera consiga tirar “apenas” 36,7 milhões de fotografias em apenas um segundo.

A parte boa da notícia, contudo, é o fato de que a câmera pode vir a revolucionar a maneira como o câncer é identificado e até mesmo tratado. Os engenheiros responsáveis pelo invento vêm utilizando-o para realizar análises de células e de suas estruturas.

Para isso, fluxos de células passam sob o campo de visão do aparelho – isso a uma velocidade média de 14 quilômetros por hora. Dessa forma, graças à rapidez de disparo da câmera, os cientistas conseguem obter 100 mil imagens por segundo para realizar as devidas análises do comportamento das células.

Isso, é claro, não é um trabalho manual. Estas centenas de milhares de fotografias são comparadas por um computador, que busca apontar qualquer tipo de anormalidade entre as imagens. Com isso, é possível, por exemplo, realizar a identificação de células cancerígenas extremamente raras presentes no sangue analisado.

E o melhor: com um novo recorde negativo de falsos-positivos – um para um milhão. Ou seja, até hoje nenhum tipo de “exame” (se é que já podemos falar assim), teve um desempenho tão bom na identificação da doença.

Segundo a UCLA, a tecnologia pode, no futuro, reduzir significantemente os custos com a realização de exames. Haveria também uma grande diminuição no número de diagnósticos errados, que acontecem principalmente devido à utilização de exames imprecisos. Melhorias no tratamento também podem ser esperadas, como o acompanhamento dos efeitos das drogas e da radioterapia nos pacientes com câncer.

Fonte: The Verge, CNET, UCLA e Gizmodo

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