A Samsung, uma das atuais líderes no investimento em pesquisa e desenvolvimento, inaugurou o seu segundo OCEAN, um centro de treinamento e capacitação gratuito, localizado no campus de Engenharia da Universidade do Estado do Amazonas. A companhia sul-coreana já havia apresentado em abril a sua filial em São Paulo, que se tornou a primeira inaugurada fora da Coreia.

Não é novidade para ninguém que a fabricante também é conhecida pelo seu forte compromisso em investir em tecnologias para o futuro. Já neste ano, foram investidos cerca de US$ 13 bilhões, sendo que 6,3% das vendas anuais de produtos são investidas em P&D.

Os números só demonstram que o apetite da companhia para oferecer novas tecnologias é grande. Atualmente, há 65 mil profissionais trabalhando para trazer ideais novas, o que constitui cerca de 26% do quadro de funcionários mundial. No total, são mais de 33 centros de P&D divididos em 13 países, como Japão, Inglaterra, China, Estados Unidos e Israel.

Vale ressaltar que nem todo centro de pesquisa da Samsung é um OCEAN. Para mostrar de perto os detalhes da estação de informatização em Manaus, o TecMundo esteve presente na região para descobrir os segredos dos treinamentos e das orientações profissionais fornecidas.

Oceano de ideias

A proposta do OCEAN é simples: ser um centro de treinamento e capacitação, destinado aos universitários e desenvolvedores interessados. O projeto foi muito bem aceito em São Paulo, atingindo 100 turmas em apenas 4 meses. Na região amazônica, os dados surpreenderam até mesmo os responsáveis, já que a filial teve início no dia 14 de junho e atraiu mais de 30 turmas em apenas 2 meses.

Uma das grandes características do OCEAN é que os profissionais orientam os alunos gratuitamente e abordam diferentes tópicos altamente requisitados, como o desenvolvimento de aplicativos para o Tizen – sistema operacional desenhado pela própria companhia para compor wearables devices, como smartbands e smartwatches –, Android e uma abrangente introdução sobre jogos digitais.

De acordo com Yean Bae Kim, presidente de pesquisa e desenvolvimento da empresa, “grande parte do investimento em Manaus está sendo em recursos humanos. Quanto mais profissionais qualificados, melhor para o desenvolvimento da região e, é claro, para a companhia”.

O know-how compartilhado com as comunidades da região amazônica é capaz de atrair talentos das mais diversas áreas e universidades — afinal, a Samsung traz cientistas e desenvolvedores de nível mundial para compartilhar conhecimento com os integrantes do OCEAN.

Um complemento essencial para incentivar jovens talentos

Na apresentação do novo centro amazonense, estiveram presentes os executivos do panteão da companhia, como Fábio Croitor, diretor de Media Solution Center para a América Latina. Segundo ele, “o OCEAN Center é um centro de desenvolvimento de softwares e ferramentas, e não um escritório da Samsung. Temos a pretensão em complementar a universidade e não ser uma universidade”.

Incentivar os estudantes ao crescimento, especialmente para que eles possam criar promissoras startups, é um dos focos do OCEAN. Além da Samsung já contar com uma imensa fábrica na região, inaugurada em 1997, um dos motivos que fez a companhia optar por Manaus é a estrutura da Universidade do Estado do Amazonas, um núcleo com uma estrutura única para receber estudantes e desenvolvedores de aplicativos.

A UEA (sigla utilizada pela própria universidade) recebe cerca de 5.800 novos alunos e já é um dos mais importantes centros de alta tecnologia no Amazonas, contribuindo e investindo continuamente em P&D e recursos humanos.

Os exemplos do sucesso

O TecMundo teve o prazer de colocar as mãos em algumas criações de jovens que estão sendo orientados por profissionais do OCEAN. O talento da garotada é nítido e  os projetos transbordam criatividade. A equipe formada por Matheus Palheta, Lahis Gomes de Almeida, Fábio Benigno e Lucas Begnini nos apresentou alguns jogos de Android que já estão disponíveis para download na Google Play Store.

A biblioteca de títulos da UEA Game Lab já está recheada: são cerca de 16 games gratuitos. Cada um deles demorou cerca de uma semana para ser finalizado e isso só demonstra que a produção é intensa e não para por nada. Aliás, os alunos procuram conciliar o desenvolvimento de jogos com o curso de engenharia na UEA.

De acordo com Lucas Begnini, estudante que sonha em ter uma startup e que vive do desenvolvimento de jogos, “as maiores dificuldades para criar um jogo estão relacionadas com o tempo de desenvolvimento e com a necessidade de ser sempre criativo”. Ele também afirma que os orientadores do OCEAN são excelentes profissionais e sempre receptivos para ajudá-los.

A belíssima estrutura moderna do local, inspirada na região amazônica e repleta de canoas e referências naturais, certamente deve ajudar no processo criativo dos alunos. Apesar dos cursos do OCEAN serem totalmente gratuitos, a grade curricular também é composta por modalidades intensivas. Nesse caso, os alunos são escolhidos a dedo e passam por uma espécie de processo seletivo para constituir a talentosa equipe.

A criatividade está estampada em jogos como SoapMan, um divertidíssimo game que vai transportá-lo para uma engraçada experiência em um banheiro coletivo. Caso você deixe o sabonete cair, prepare-se: haverá um rapaz forte e musculoso logo atrás. Esse e outros títulos podem ser encontrados na Play Store clicando aqui.

Cursos livres

Caso você queira fazer parte da equipe do OCEAN, acesse o site oficial para conhecer melhor o centro de capacitação tecnológica. Lembre-se de que você não precisa necessariamente ser um estudante ou desenvolvedor, já que o local também abriga interessados e curiosos pelo universo tecnológico e empresarial.

* O TecMundo viajou para Manaus a convite da Samsung Brasil. 

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