Samsung pegou um de seus smartphones mais populares do ano passado e deu uma recauchutada. O resultado disso foi o Galaxy J7 Prime, que tem uma construção mais premium que seu antecessor, o J7 comum, e também apresenta alguns avanços importantes em hardware. Por exemplo, o novo aparelho tem o dobro de memória RAM e o dobro de armazenamento na comparação com a geração passada.

Mas será que ele consegue bater de frente com os concorrentes de outras marcas. Se você está curioso para saber ou ainda não decidiu se vale a pena ou não comprar esse dispositivo da Samsung, acompanhe essa lista de prós e contras do J7 Prime. Talvez ela possa ajudá-lo a se decidir.

Pró 1: qualidade de construção

O que mais me chamou atenção no Galaxy J7 prime foi a sua qualidade de construção superior para a categoria dos intermediários de entrada. Existem aparelhos como o Moto G5/G5 PlusLenovo Vibe K6 que também contam com carcaças metálicas, mas nenhum deles passa uma sensação de segurança e qualidade durante a pegada como o J7 Prime. A impressão que dá é de que ele sobreviveria melhor a uma queda, mas não vou jogar nenhum desses dispositivos no chão para descobrir.

Portanto, isso é mais uma impressão minha depois de usar os três modelos do que uma constatação de fato.

Pró 2: design melhorado

Frente ao Moto G5 Plus, ao Vibe K6 e também ao Galaxy J7 de 2016, o J7 Prime tem um design mais atraente. Ele foi melhorado em vários aspectos, especialmente no seu estilo. O smartphone ficou mais quadrado e com linhas mais brandas e elegantes. Os detalhes brilhosos não se destacam muito, e, no fim das contas, o novo aparelho da Samsung é mais refinado que os concorrentes. Em essência, é uma versão bem melhorada do J7 comum.

Outro aspecto que corrobora essa constatação é o fato de a fabricante ter movido a saída do alto-falante para a lateral, que antes era posicionada na traseira, ao lado da câmera. Com isso, o som fica menos abafado e, mesmo não sendo direcionado diretamente ao usuário, ele consegue desempenho melhor, pois não está jogando som na direção contrária.

Pró 3: flash LED frontal

Diferente dos principais concorrentes, o J7 Prime tem um flash LED frontal. A maioria dos aparelhos da categoria já usa o brilho da tela como flash para melhorar autorretratos noturnos, mas esse recurso não tem um desempenho muito interessante em comparação com um flash propriamente dito.

O elemento é herdado da geração passada, mas é bom estar ciente de que o brilho é bem forte e pode estragar suas selfies caso você fotografe muito de perto. O ideal é ter um pau de selfie ou braços bem longos para aproveitar isso.

Pró 4: 3 GB de RAM

Praticamente todos os concorrentes do J7 prime contam com 2 GB de RAM enquanto ele tem 3 GB. Isso não afeta tão diretamente o desempenho do celular, mas garante que ele possa manter mais apps carregados na memória. Assim, quando você alterna entre um e outro, não precisa começar tudo de novo, como acontece em aparelhos com pouca RAM.

Pró 5: Dual-SIM + micro SD

O Galaxy J7 Prime tem dois espaços para chips de operadora e, adicionalmente, um outro slot para cartões de memória. Praticamente todos os ZenFones da atual usam aquela gaveta compartilhada, que força a pessoa a escolher entre o segundo SIM ou o micro SD. É aquele famoso caso de “dual-SIM fake”. Felizmente a Samsung não é mais adepta dessa prática, assim como a Motorola nunca foi. A Lenovo, em contraste, tem uma gaveta compartilhada no Vibe K6.

Apesar de eu nunca usar dois chips de operadora em meus celulares, sinto que as fabricantes que apelam para isso estão prejudicando o consumidor, que muitas vezes pode estar planejando usar os três elementos, mas acaba decepcionado ao descobrir a “farsa”. Contudo, eu gostaria de saber a sua opinião: é realmente inconveniente ter uma gaveta compartilhada em um dispositivo intermediário básico como esse?

Contra 1: tela inferior

Antes, ele vinha com o Super AMOLED consagrado da Samsung, mas agora tem o “PLS TFT”

Agora vamos aos “podres” do J7 Prime. Para começar, a tela do novo modelo tem uma tecnologia inferior à que vimos no J7 comum do ano passado. Antes, ele vinha com o Super AMOLED consagrado da Samsung, mas agora tem o “PLS TFT” que, apesar de oferecer mais resolução, perde em brilho, contraste e reprodução de cor. Felizmente, esse display está em par com a categoria (porém, é muito melhor que o do LG K10 Novo), mas eu confesso que esperava mais da Samsung, a marca que sempre entregava ótimas telas em praticamente qualquer categoria de preço.

Vale mencionar ainda que nossa unidade mostrou um problema de vazamento de luz na parte superior, o que dá a entender que o display realmente não é dos melhores.

Contra 2: Android desatualizado

A Google já está prestes a liberar o Android 8 no mercado, mas a Samsung ainda está vendendo o Galaxy J7 Prime com o Android Marshmallow 6, que já tem praticamente dois anos de lançamento. Como não existem informações concretas sobre uma possível atualização, é provável que quem comprar esse modelo fique preso nessa versão do Robô até trocar de celular. Concorrentes como LG K10 Novo, Moto G5 Plus e outros já estão todos no Nougat 7.0.

Contra 3: muitos apps pré-instalados

Esse é um costume da Samsung que vem sendo diluído no tempo, mas que ainda incomoda. O aparelho vem com muitos apps dispensáveis instalados de fábrica, além de um pacote inteiro da própria Samsung, outro da Google e mais um da Microsoft. Em um momento em que todas as outras fabricantes estão voltando atrás nessa abordagem, a Samsung dá passos muito curtos em direção ao futuro.

Felizmente, é possível desativar boa parte desses softwares, mas você não consegue desinstalá-los de fato. Assim, eles somem da sua tela, mas continuam ocupando espaço na memória do smartphone.

Contra 4: leitor de digitais ruim

O que deveria ser o destaque do J7 Prime acabou sendo uma grande decepção. O leitor biométrico do celular é de péssima qualidade. Em meu tempo com o dispositivo, o sensor mais errava do que acertava a interpretação do meu dedo. Outros smartphones da categoria que possuem esse elemento são muito mais rápidos e precisos, tais como Vibe K6 e Moto G5 Plus.

Contra 5: sem atrativos

Além da qualidade de construção superior, o J7 Prime não tem qualquer funcionalidade diferenciadora que o torne algo único na comparação com os concorrentes. Ele acaba sendo um smartphone muito simples, sem nenhum apelo especial. Claro, ele tem 1 GB a mais de RAM e isso o coloca a frente de muitos outros modelos da categoria, mas, considerando que o G5 Plus tem apenas 2 GB e conta com um desempenho melhor, essa vantagem da oferta da Samsung não parece ser muito interessante.

Há relatos de que o J7 Prime teria problemas com seu WiFi, mas eu não percebi qualquer dificuldade na nossa unidade de testes. Para mim, pareceu tudo normal. Seja como for, é bom ficar atento para essa possibilidade.

Mas o maior contra do J7 Prime é não ter atrativos que o diferenciem nem mesmo dos próprios smartphones da Samsung. É possível comprar o Galaxy A5 (2016) pelo mesmo preço, por exemplo, e ter uma experiência de uso muito superior. Caso você esteja disposto a gastar mais algumas centenas de reais, o A5 (2017) é uma opção ainda melhor. Além do mais frente aos concorrentes da Motorola e da Lenovo, o Prime também não se dá muito bem.

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Gostou da nossa lista de prós e contras? Se você concorda ou discorda de alguma coisa, sinta-se convidado a dar sua opinião nos comentários. Caso tenha ficado interessado no J7 Prime ou nos outros aparelhos citados, confira as opções de compra abaixo.

Galaxy J7 Prime na Kabum
Galaxy J7 Prime no Pontofrio 
Galaxy J7 Prime nas Casas Bahia 

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