O ano de 2015 mal começou, e a Samsung já lançou três novos smartphones no Brasil: os modelos Galaxy A3, Galaxy A5 e Galaxy A7. Porém, a empresa sul-coreana espera mudar um pouco a sua atuação no mercado no ano que se inicia. A ideia é que saia de cena a grande quantidade de versões lançadas, com acabamentos muitas vezes bastante simples, e entre em seu lugar um portfólio mais seleto, com aparelhos considerados premium.

De acordo com as especificações técnicas, o Galaxy A5 é um aparelho com características deum modelo intermediário. Entretanto, seu preço não acompanha a mesma linha de raciocínio, e ele chega custar mais até mesmo do que tops de linha do mercado, como o Motorola Novo Moto X e o LG G3.

Será que vale a pena investir o seu dinheiro na mais nova aposta da Samsung para o mercado brasileiro? Isso é o que nós vamos descobrir agora na análise do Galaxy A5.

Design

O Galaxy A5 segue a linha de design adotada pela Samsung a partir de outubro de 2014, com o lançamento dos modelos Galaxy Note 4 e Galaxy Alpha. Inegavelmente, o acabamento se mostra superior ao dos aparelhos lançados no passado, e o aspecto premium que a Samsung buscou oferecer com seu produto está presente em cada detalhe.

As laterais são feitas de alumínio e abrigam os controles de volume (esquerda), o botão power e as entradas para SIM card e cartão micro SD/SIM card 2 (direita). A tampa traseira é construída em plástico, mas sua textura passa a sensação de que ela possui um acabamento metalizado. Uma protuberância destaca a câmera. Ao lado da lente estão o flash LED e a saída de áudio. A sensação de leveza do produto é um aspecto que chama atenção.

Um detalhe curioso (e ridículo): na lateral há duas entradas, sendo que uma delas é para o SIM card principal. A outra pode ser usada pelo SIM card secundário ou pelo cartão micro SD. É isso mesmo: você terá que escolher entre um e outro, pois ambos não funcionam de forma simultânea, uma solução que consideramos nada inteligente, pois limita a forma de uso do produto.

Tela

As cores vibrantes do display Super AMOLED do Galaxy A5 saltam aos olhos, mesmo com a resolução de 1280x720 pixels. As nuances de cores são nítidas, e praticamente não há distorção no que é visto na tela. Os índices de brilho e saturação possuem um amplo espectro de controle, de forma que mesmo quando ele está configurado no nível mínimo é possível ter uma boa visibilidade.

Mesmo em ambientes com alto índice de luminosidade, o índice de reflexos na tela é baixo, o que facilita a leitura. O display oferece ainda uma boa visibilidade mesmo quando visto a partir de ângulos desfavoráveis. Por conta da ótima tela, o aparelho é bastante indicado para aqueles que assistem a muitos vídeos ou ainda utilizam bastante o celular para jogos que requerem alta capacidade de processamento gráfico.

Desempenho

O processador Snapdragon 410, somado a 2 GB RAM, é mais do que suficiente para rodar com muita tranquilidade a grande maioria dos aplicativos disponíveis na Play Store. Em nossos testes, redes sociais, mensageiros e outros apps convencionais do dia a dia foram executados com tranquilidade, sem nenhum tipo de travamento.

Rodamos games leves e pesados, e em todas as ocasiões o resultado foi o mesmo: um desempenho suave e fluido, sem travamentos. Notamos ainda que, em se tratando de conectividade, o celular pareceu demorar um pouco mais para buscar uma conexão. O teste foi realizado em vários ambientes, com redes WiFi diferentes, e a característica percebida foi a mesma. Não é nada que incomode, mas é válido mencionar o que percebemos em nossos testes.

Interface

A interface TouchWiz, ao menos em termos visuais, não mudou praticamente nada em relação à presente nos modelos lançados pela empresa no ano passado. Entretanto, há melhorias perceptíveis de software que tornam o desempenho do aparelho mais suave na transição entre apps e no uso de recursos multitarefa. O consumo de RAM ainda é um dos mais altos entre as interfaces dos grandes fabricantes, mas nitidamente houve evolução.

Outro ponto positivo é a diminuição no número de apps pré-instalados no aparelho. Se antes a Samsung era conhecida por lançar produtos com mais de 20 aplicativos extras embarcados, agora o número não passa de dez. A versão do Android disponibilizada é a 4.4.4 e, embora não exista nenhuma informação oficial sobre o assunto, é bem provável que o modelo receba o Lollipop em algum momento.

Bateria

O Galaxy A5 conta com uma bateria com capacidade de 2.300 mAh, e, em termos de desempenho, o valor se mostra suficiente para um dia de uso. Em nossos testes, utilizando o celular de forma moderada (WiFi e 3G ativos, acesso a redes sociais e WhatsApp ao longo do dia), a carga foi suficiente para manuseá-lo das 9h até as 22h, quando atingiu a marca de 25%.

Já em uso mais estressante, com exibição de vídeos de forma contínua, o tempo de bateria foi de quase seis horas, um índice dentro de um parâmetro regular para a sua categoria. Apenas como consideração, vale a pena ressaltar que manter os dois SIM cards ativos consome um pouco mais de bateria do que manter apenas um SIM card, portanto esses números podem variar cerca de 10% a 15% de acordo com a sua utilização.

Câmera

As câmeras do Galaxy A5 certamente não vão decepcionar ninguém. A câmera traseira, com 13 megapixels de resolução, captura fotos de boa qualidade, com cores bastante fiéis e um baixo índice de ruídos. Quando as condições de luminosidade são adversas, o resultado também é extremamente satisfatório. A mesma característica pode ser percebida nas capturas em vídeo.

Seguindo a tendência dos selfies, a câmera frontal do Galaxy A5 chega às lojas com 5 megapixels de resolução, quantidade de pixels mais do que suficiente para garantir boas imagens. Praticamente não há modificações de software em relação a versões anteriores de smartphones da Samsung.

Áudio

A qualidade de áudio do Galaxy A5 pode ser considerada acima da média, se levarmos em consideração que estamos falando de um modelo cujo hardware competiria na categoria de intermediários. O som é limpo e claro, praticamente sem nenhuma distorção mesmo quando o volume está configurado no máximo.

O aparelho vem ainda acompanhado por fones de ouvido intra-auriculares, de boa qualidade, mas bastante simples. Embora seja um complemento perfeito para a maioria dos usuários, aqueles que prezam por áudio de alta fidelidade certamente vão encontrar pequenas falhas desde a construção até à sonoridade.

Vale a pena?

Com uma configuração de hardware satisfatória, o Galaxy A5 certamente vai suprir as necessidades da maioria dos consumidores. A tela de ótima qualidade aliada a uma câmera capaz de capturar belas fotos mesmo em ambientes sem nenhuma iluminação são pontos fortes que pesam em favor do produto. A interface com menos softwares instalados e a bateria de boa duração também são itens a serem considerados.

Contudo, o fato de não ser possível usar simultaneamente o cartão micro SD e um segundo SIM card certamente será frustrante para muitos consumidores que já utilizam esses recursos de forma simultânea em outros aparelhos. Consideramos essa uma falha grave, uma vez que provavelmente o usuário vai descobrir isso somente quando já estiver com o produto em mãos.

O Galaxy A5 é um aparelho bonito e com desempenho satisfatório na maioria de seus recursos. Entretanto, por mais que seja legal contar com um celular como esse no mercado, não há como justificar a sua compra. Simplesmente não vale a pena investir mais de R$ 1,4 mil em um smartphone quando podemos encontrar outros modelos com configuração similar pela metade do preço.

Aliás, a própria Samsung, com o Galaxy Gran Prime Duos, oferece praticamente o mesmo que o Galaxy A5 e por um preço menor do que R$ 900. Ou seja, enquanto o preço não baixar (bastante), nossa avaliação é que a melhor alternativa é procurar outras opções no mercado.

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