(Fonte da imagem: Reprodução/Digg Blog)

Em 2007, o Digg ocupava uma posição privilegiada na internet, podendo ser considerado o agregador de notícias e discussões mais famoso do mundo — posição hoje ocupada pelo poderoso Reddit. Com a perda da popularidade, o serviço ficou esquecido e chegou a ser vendido pelos seus administradores originais.

Porém, com o anúncio do fim do Google Reader, surgiu uma oportunidade para não só mudar o rumo do site mas também para apresentá-lo a um novo público. A empresa está prestes a lançar seu novo produto, um leitor de RSS batizado como Digg Reader que pretende ser a alternativa perfeita para quem vai ficar órfão do serviço oferecido pela gigante das buscas.

“Se você quer ser um lugar para onde as pessoas vão em busca de histórias legais, faz sentido ser também um lugar no qual é possível seguir fontes interessantes”, afirma Andrew McLaughlin, CEO do Digg. Segundo ele, já estava nos planos da companhia construir um agregador de notícias, algo que foi acelerado pelo anúncio da Google. “Quando eles disseram que iam matar o Google Reader, só passamos isso ao topo de nossa linha de prioridades”.

Mudança de prioridades

Tendo somente três meses para construir o programa, o time da empresa teve que se focar naquilo que era considerado prioridade. O novo leitor teria que ser simples e rápido, assim como a página inicial do Digg que fez sua estreia há seis meses. Além disso, o aplicativo teria que estar alinhado à ideia da empresa de deixar o consumidor decidir em que gastar seu tempo. “O principal desafio para as pessoas atualmente é separar as coisas que elas podem ler”, afirma McLaughlin.

(Fonte da imagem: Reprodução/Digg Blog)

Devido às limitações de sua equipe de desenvolvimento (formada basicamente por três pessoas), a primeira versão da nova plataforma é essencialmente uma cópia do Google Reader. “Nós só andamos por cima do corpo morto”, declarou o gerente geral da companhia, Jake Levine.

Uma das principais ausências da versão atual do programa é um sistema de buscas, algo que tinha grande importância no programa da Google. Entre os motivos para isso está o histórico do grupo que forma o Digg (constituído por profissionais com experiências no campo das notícias) e o custo alto de implementar uma ferramenta do tipo.

“O problema com a busca é que, não só ela é uma cópia 100% igual de seus dados, mas o índex necessário pode ocupar ainda mais espaço do que as informações”, afirma Sam Clay, fundador do serviço de RSS NewsBlur. “Em outras palavras, custa uma fortuna dar suporte a uma minoria muito pequena e vocal, porém importante”.

Mudanças em desenvolvimento

No futuro, o Digg planeja adicionar não só um sistema de buscas, como também pretende disponibilizar uma versão do serviço para Android e incorporar um novo sistema de notificações. Assim que o agregador estiver funcionando conforme o esperado, a companhia pretende adicionar aos poucos novos recursos sociais que o tornarão ainda mais útil.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Eventualmente, a empresa planeja que os usuários possam publicar conteúdos de qualquer maneira considerada útil por eles. Além disso, os desenvolvedores acreditam que uma versão futura do aplicativo vai poder adotar um sistema de streaming de mensagens semelhante àquele visto no Twitter.

O Digg Reader começa a chegar ao público de forma progressiva a partir desta sexta-feira (21). Inicialmente, 17 mil pessoas vão ter acesso ao serviço, que será liberado ao público no dia 26 de junho — exatamente uma semana antes de o Google Reader chegar ao final de sua vida.

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