Se compararmos o avanço tecnológico dos últimos 50 anos com todo o século passado, fica bastante claro que há dezenas de trabalhos que, apesar de relevantes em seus respectivos períodos históricos, já não existem mais e se tornaram obsoletos, substituídos por máquinas.

Existe um medo comum de que determinados empregos possam não mais existir nos próximos 10, 20, 30 anos, trocados por robôs que realizem essas tarefas de modo mais eficiente e sem descanso. 

Contudo, não há motivo para tanto alarde assim. De acordo com uma matéria da Revista Wired, nós podemos ficar calmos e até agradecidos. Por exemplo, vamos voltar no tempo e ir até o período da Revolução Industrial, no século 18. Desde o início dos eventos originados no Reino Unido, praticamente 70% dos cargos ocupados por pessoas foram extintos, e, no lugar deles, hoje temos máquinas velozes e precisas.

A agricultura é um dos principais exemplos, com suas máquinas que substituíram o esforço de milhares de homens nas lavouras, sem falar nas indústrias. Além dos campos, essa modernização também chegou à cidade na forma das mais variadas atividades, como o telemarketing com atendentes eletrônicos. Do mesmo jeito que empregos datados foram extintos, outros foram criados, como os fotógrafos, os designers gráficos, os engenheiros de automação industrial e muito mais.

É um ciclo simultâneo, já que ao mesmo tempo que cargos mais simples são preenchidos por robôs, outros são criados – é claro, não exatamente na mesma proporção, porém é de se imaginar quais serão os tipos de trabalho que existirão daqui 10, 20, 30 anos. A tecnologia pode até eliminar empregos específicos, porém também é capaz de fomentar o desenvolvimento de outras carreiras.

Transformação de empregos, e não substituição

É preciso ter em mente quais serão os tipos de trabalhos que devem ser substituídos pelos robôs, de modo que você também possa se programar para esse futuro iminente. Os trabalhos braçais estão entre as principais atividades que serão realizadas pelas máquinas, justamente por elas serem incansáveis e não precisarem de alimento e descanso.

Além disso, as tarefas que exigem movimentos repetitivos também se enquadram nesse quesito. As linhas de produção são um ótimo exemplo disso e devem ser amplamente dominadas por robôs nas próximas décadas.

Andrew More, reitor da Escola de Ciência da Computação da Universidade de Carnegie Mellon nos EUA (e que já trabalhou com robótica no Google), diz que não há evidências de que a tecnologia vai roubar empregos de modo massivo: muito pelo contrário, já que novos postos de trabalho serão originados – cabe às pessoas procurar por qualificação de acordo com essas oportunidades.

Como existem muitos empregos hoje que não existiam poucos anos atrás, as informações de More parecem reais (apesar de bem otimistas). De qualquer modo, vale ficar antenado e procurar áreas que não corram o risco de desaparecerem nas próximas décadas. A robótica e a inteligência artificial continuarão a progredir de modo ininterrupto e a uma taxa sem precedentes, e praticamente tudo que estiver ligado a elas está fadado ao crescimento.

Quais são os empregos que você acha que devem desaparecer nos próximos anos? Comente no Fórum do TecMundo.

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