Anda chateado com o desempenho do seu time de futebol favorito ou decepcionado com a performance da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014 e na última Copa América? Calma, não precisa perder a esperança no esporte! A resposta para os seus problemas pode estar nas mãos, ou melhor, pés de uma equipe composta apenas de robôs. Além de organizar campeonatos apenas para jogadores robóticos, a RoboCup acredita que esses atletas inusitados poderão superar a habilidade dos craques humanos antes do que imaginamos.

Oferecendo competições esportivas de todos os tipos – com subcategorias feitas sob medida para abrigar equipamentos autônomos de diversos formatos e tamanhos –, a 19ª edição do evento começou no último dia 17 e se encera nesta quinta-feira (23), em Hefei, na China. Entre as atividades da feira, que procura mostrar os avanços da tecnologia, está a RoboCup Soccer League. Dentro desse segmento dedicado à paixão brasileira, o grande destaque é a Humanoid League – que atrai uma torcida de tamanho considerável para as partidas.

Nessa modalidade, os robôs precisam simular as ações humanas da melhor forma possível, limitando bastante os recursos que os engenheiros podem instalar no equipamento. Para saber onde a bola está, qual a melhor trajetória para o gol ou mesmo se localizar no campo em miniatura, os atletas hi-tech contam com sensores mais simples semelhantes à nossa visão. Além disso, o corpo humanoide dos participantes – com cabeça, tronco e membros –, faz com que tropeços sejam comuns na hora de chutar a bola ou tentar um drible.

Muita emoção e ginga em uma imagem!

A liga se desmembra ainda em três divisões para deixar a coisa mais justa, oferecendo torneios para boleiros eletrônicos do tamanho de crianças, adolescentes ou adultos. Essa última categoria é exatamente a que é considera capaz de desbancar astros como Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo futuramente. A esperança não é infundada, já que a tecnologia desses robôs estava avançando rapidamente a cada ano, com os especialistas da área estimando que por volta de 2050 eles possam jogar de igual para igual com seleções mundiais.

No mundo das possibilidades, é tudo muito bonito, mas se tomarmos como base a malemolência dos jogadores cibernéticos no vídeo que você pode conferir no início da notícia, vai ser preciso trabalhar duro para que isso aconteça até a data prevista. Se isso não acontecer, é provável que a FIFA precise de um juiz adicional em campo para levantar os robôs depois de cada queda. No fim, essa mão de obra extra também poderia ser usada para colocar em pé os adeptos do estilo “cai-cai” de simulação de falta entre os humanos, não é?

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