O oceano Índico, que cobre 20% da superfície da Terra, é um dos ecossistemas mais saudáveis do nosso planeta. Ele possui fontes minerais, óleos, gases e fauna abundante, além de ser um dos responsáveis pelo clima dos países que o cercam. Porém, a razão de ele ser tão saudável continua misteriosa para muitos cientistas.

Uma das questões que está em branco diz respeito à maneira como os peixes, o plâncton e todo o ecossistema marinho vive e se reproduz sem dificuldade no oceano Índico. Contudo, do que depender da CSIRO (Agência Nacional Australiana de Pesquisa Científica), as respostas vão surgir com mais velocidade a partir de agora.

A agência está lançando robôs BioArgos que vão medir traços biológicos e físicos do oceano, podendo aprender o que o torna tão saudável. As máquinas vão poder mergulhar a até 2 km de profundidade, além de navegar pelas correntes — de tempos em tempos, elas precisam subir até a superfície para enviar os dados captados.

O que os robôs vão fazer?

De acordo com o líder do projeto, Dr. Nick Hardman-Mountford, os BioArgos vão entregar uma imagem "verdadeiramente 3D" da área. Como recursos, a máquina vai utilizar sensores que captam a presença de oxigênio, nitrato, clorofila, partículas e matérias orgânicas. "É possível saber como está o crescimento do plâncton, quanto carbono eles deixam e outros dados que influenciam na cadeia alimentar", disse Nick.

O líder do projeto ainda comenta que "entender o crescimento disso é importante para prever quanta comida o oceano Índico pode produzir e quanto dióxido de carbono ele pode capturar". Os robôs BioArgos também se mostram importantes pela possibilidade de salvar outros biomas — enquanto o valor do oceano é indiscutível: ele serve como fonte de alimentos e transporte para um sexto da população humana. A CSIRO colocou as máquinas em ação durante esta semana.

Cupons de desconto TecMundo: