Ensinar um robô não é nada fácil. Você tem que pensar nos mínimos detalhes do passo a passo para não sair nada errado. No entanto, pesquisadores da Universidade de Maryland estão usando um novo método para fazer com que as máquinas façam as ações a partir de observações de vídeos culinários do YouTube.
Nossos vídeos em destaque
"Escolhemos esses vídeos porque todo mundo já fez isso", disse Yiannis Aloimonos, diretor do laboratório de visão computacional da universidade. "Mas cozinhar é complexo em termos de manipulação, dos passos envolvidos e das ferramentas usadas. Se você quer cortar um pepino, por exemplo, precisa pegar a faca, mover para o local, fazer o corte e observar o resultado para ter certeza de que foi feito corretamente", explica.
O robô usa diversos sistemas para aprender: há dois tipos de reconhecimento de imagens, que lhe permite processar como segurar os objetos, uma inteligência artificial que digere essa informação e um analisador de linguagem para entender os comandos falados. Enfim, a máquina precisa identificar e pegar corretamente os objetos, dependendo do tamanho e da fragilidade deles, e depois fazer a ação certa.
Nova revolução industrial?
"Estamos tentando criar a tecnologia para que o robô eventualmente possa interagir com humanos", diz a pesquisadora Cornelia Fermüller. "Para isso, precisamos ferramentas para que ele possa captar as ações humanas e as acompanhem em tempo real", continua.
O resultado do experimento parece ter sido relativamente bom. O robô conseguiu identificar o objeto em 79% dos casos, fazer a pegada certa em 91% das vezes e fez a ação correta em 83% das tentativas. O percentual geral de acerto das instruções foi de 69%.
"Com os robôs flexíveis, estamos contribuindo com a próxima fase da automação. Essa será a próxima revolução industrial", acredita Aloimonos. "Teremos desde pequenos ambientes de manufatura até depósitos automatizados. Será demais usar robôs autônomos para trabalhos perigosos, como desativar bombas e limpar desastres nucleares como o de Fukushima (Japão). Demonstramos que é possível para robôs humanoides fazer trabalhos humanos", conclui.
)
)
)
)
)
)