A representação dos seres mecânicos das ficções científicas de Asimov (os robôs “positrônicos”, como batizados pelo autor) se assemelha com o que era imaginado na antiga Grécia. Soa confuso?

Como o texto de um autor dos anos 50 conseguiria ter semelhanças com o que era cravado na história pela mitologia, ainda que prevendo tendências do futuro em sua escrita? O caso é o mesmo para os ciborgues Zoromes, criados no universo fictício de Neil R. Jones, que são a transferência da consciência humana para corpos mecânicos: os seres podem ser comparáveis com lendas cristãs ou contos islâmicos.

A criação de autômatos já existia na cabeça dos homens desde a Antiguidade. Isso significa que muitos contos, de diversas mitologias e grupos específicos de pessoas, retrataram, em algum ponto, a criação de seres fantásticos — ora servindo como protetores, na forma de golens, por exemplo, ora como humanos perfeitos, mas desalmados.

A ideia se manteve na cabeça da humanidade e, até a chegada da revolução industrial, na qual foi possível utilizar mecânicas complexas com o adendo da eletricidade para criar maquinários concretos, muito foi planejado. O ponto principal é que gerar criaturas “vivas” foi um conceito prevalecente pela humanidade; muitas vezes existindo apenas na mitologia ou, em outras, surgindo como um mecanismo tangível.

6. As garotas douradas de Homero

Na “Ilíada”, há a representação mais antiga já registrada de androides: no livro 18, serventes forjadas com ouro são descritas como presentes dos deuses. O deus dos ferreiros, Hefesto, é responsável pela construção dos humanoides — o principal serviço dos robôs era no auxílio da movimentação de seu criador, manco de nascença.

5. O gigante de bronze

Com o objetivo de proteger Creta, o gigante de bronze Talos foi criado por Zeus com asas para conseguir correr pela ilha três vezes por dia. Segundo a mitologia, o monstruoso ser nunca deixou nenhum barco se aproximar, utilizando pedras como armas.

4. O pombo que voou 200 metros

A lista continua com um fato impressionante que é atribuído a Arquitas de Tarento: em 350 antes de Cristo, acredita-se que o estudioso especializado em matemática e mecânica tenha criado um modelo em forma de pássaro, movido a vapor, que voou cerca de 200 metros.

3. O início da programação

Ainda com foco no Grécia, imagine o seguinte: um carrinho de três rodas que carregava outros “robôs” (simples bonecos que imitam humanos) pelo cenário de uma peça de teatro, tudo em prol de um belo espetáculo para a audiência. O peso amarrado em uma corda presa nos eixos das rodas permite programar a direção do carrinho de antemão. A obra soa um tanto complexa, mas foi concebida por Heron de Alexandria, matemático e mecânico grego que viveu de 10 d.C. até 70 d.C.

2. Bonecas japonesas

A mistura de Japão e robôs é mais antiga do que é mostrado em animes: os primeiros seres automatizados do país datam do período Edo, entre os séculos 17 e 19, e serviam simplesmente como entretenimento para hóspedes. Em alguns casos mais complexos, até para servir chá. A construção é uma mistura de madeira, cordas e engrenagens, em uma adaptação das invenções ocidentais para a criação dos relógios.

1. E Da Vinci também

Os projetos do inventor também incluíram humanoides: uma armadura de cavaleiro, com mecanismos que o permitiam se movimentar como uma pessoa de verdade, fez parte do rol de produções de Leonardo Da Vinci. Construída, na prática, com pesos, engrenagens e polias, a armadura simulava um cavaleiro capaz de sentar, andar, mover a cabeça e até levantar o próprio visor.

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