Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fizeram uma curiosa constatação neste mês: em um time constituído por duas pessoas e um robô, as tarefas são concluídas de modo mais eficaz no momento em que a máquina toma a dianteira das decisões. Mas não somente registros no aumento em produtividade foram feitos; os humanos sentem-se também mais confortáveis quando liderados por um chefe dotado de inteligência artificial.

Os especialistas do MIT chegaram à conclusão depois de desenvolver três tipos de experimentos. No primeiro, um humano ficou responsável por gerenciar as tarefas que deveriam ser executadas por seu parceiro de carne e osso. Depois, um homem delegou a si próprio suas funções enquanto o robô administrava o fluxo de trabalho de apenas um humano. Por fim, toda a carga de trabalho foi administrada pela máquina.

“A condição de trabalho totalmente autônoma [realizada com o robô como ‘chefe’] provou não apenas uma maior efetividade na execução de tarefas, mas revelou também que os humanos preferem este método de direção. Os trabalhadores disseram que os robôs ‘entendem melhor cada um deles’, o que provoca uma ‘maior efetividade de trabalho em equipe’”, diz a pesquisa.

A liderança feita por um robô, contudo, não significa que todas as tarefas são administradas de forma completamente “fria e automática”. Acontece que os comandos proferidos pela máquina responsável por liderar o time de trabalhadores são desenvolvidos por meio de um algoritmo gerado por humanos – isso significa, assim, que a performance de cada pessoa pode ser analisada pelo chefe de parafusos e metal.

Pode ser, desta forma, que novos métodos de gerenciamento de cargas de trabalho sejam criados: um sistema autônomo ficaria responsável por monitorar o desempenho de trabalhadores e delegar, em função da produtividade de cada um, um certo fluxo de tarefas a humanos.

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