“Quebre a perna”, diz sempre um bem intencionado amigo antes de uma apresentação artística qualquer. Mas e o que dizer de um baterista que, da noite pra o dia, acabou perdendo um dos braços? À grande maioria dos “batucadores profissionais”, perder uma das mãos pode significar fim à carreira de músico. Mas isso não se mostrou verdade no caso de Jason Barnes, talentoso e persistente baterista cujo estilo musical favorito parece ser o sempre suntuoso jazz.

Depois de perder o antebraço, Barnes poderia de fato ter seguido como professor de Geografia, vendedor ou, sabe-se lá, advogado. Contudo, a persistência de Gil Weinberg, especialista em tecnologia do centro Georgia Tech, resultou na construção não apenas de uma prótese para o baterista: Barnes ganhou também um terceiro braço e é agora capaz de tocar rudimentos impossíveis de serem executados por bateristas “comuns”.

Uma das baquetas é programada para tocar. (Fonte da imagem: Reprodução/GeorgiaTechFlickr)

Conforme se pode perceber a partir da demonstração feita pelo vídeo acima, duas baquetas ficam acopladas à prótese: uma delas é controlada pelo músculo do bíceps de Barnes; a outra funciona somente depois de calibrada pelo baterista. O braço mecânico foi concebido por Weinberg e desenvolvido em parceria pelo departamento Demonstração de Parceria Musical e Robótica da Universidade Estadual de Kennesaw.

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