Infelizmente, ainda não há fotos do projeto em funcionamento. (Fonte da imagem: Reprodução/ColetivoVerde)

Assim como você e muita gente já deve ter imaginado, os robôs devem contar com um papel bastante importante em um futuro próximo. Eles devem executar diferentes funções — monitorar taxas de poluição ou realizar tarefas de manutenção são alguns exemplos. No entanto, a fonte de energia dessas máquinas continua sendo um dos desafios que impedem que essa realidade aconteça.

Em uma tentativa de contornar este problema, o pesquisador Peter Walters, em parceria com um pessoal da Universidade de Bristol, está trabalhando em uma nova versão do que eles chamam de EcoBots. Em uma explicação simples e breve, o projeto consiste em robôs que são movidos de uma maneira ecologicamente correta.

Uma ideia um pouco diferente...

Desta vez, a novidade é que Walters e os outros estudiosos estão criando uma máquina que deve retirar eletricidade da urina humana, por mais estranho que isso possa parecer. Além dessa característica inusitada, um sistema baseado em corações artificiais feito para pessoas é utilizado para mover o fluido dentro da máquina.

Em cada robô deste gênero, haveria músculos sintéticos que são utilizados para bombear a urina até diferentes partes da máquina em questão. Esse sistema é construído para que não sofra deformações com o calor da eletricidade e possa continuar bombeando o fluido, assim como acontece com o coração orgânico.

Em um determinado momento, a urina entra em contato com o que é chamado de célula de combustível microbiana. Esta área conta com microrganismos que também são encontrados dentro do intestino de seres humanos, sendo que eles são os responsáveis por digerir o famoso xixi e produzir elétrons — que, por sua vez, podem gerar correntes elétricas.

Bizarro? É, mas funciona!

Um EcoBot antigo, feito em 2010 e com outro sistema de energia. (Fonte da imagem: Reprodução/TechNewsDaily)

Os primeiros testes realizados já começaram a mostrar resultados positivos. De acordo com Walters, 24 das células citadas anteriormente juntas criam eletricidade o suficiente para carregar um capacitor que tem a função de manter o coração artificial deste sistema funcionando — ou seja: a princípio, esses robôs não precisariam passar um tempo carregando.

Além de tudo isso, toda a novidade consegue criar mais energia do que consome, gerando um saldo positivo que tem grandes chances de ser utilizado em outras tarefas do robô, como movê-lo, por exemplo. Com isso, os pesquisadores precisam apenas melhorar a novidade para que os EcoBots realmente se tornem uma realidade nas ruas de todo mundo.

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