(Fonte da imagem: Reprodução/Marcos Santos - USP Imagens)

Pesquisadores da Escola Politécnica da USP estão trabalhando junto a uma iniciativa de âmbito mundial que pretende criar robôs capazes de compreender emoções humanas. O objetivo do projeto é criar máquinas ou softwares capazes de auxiliar em tarefas que incluem a realização de ligações importantes e a memorização de datas de aniversário.

O primeiro desafio enfrentado pelos pesquisadores será criar um algoritmo capaz de reconhecer as sutilezas do comportamento humano em meios como vídeos, áudio e publicações em redes sociais. Um estudo recente mostra que somente a frase “eu sou um homem” pode ter 140 significados diferentes, o que serve como prova da grande dificuldade que será enfrentada pela equipe.

“Não queremos criar extraterrestres ou seres que vão dominar o mundo”, explicou ao site Inovação Tecnológica o professor Marcos Pereira Barretto. “Assim como o carro nos ajuda na locomoção e uma máquina de café na preparação de uma bebida saborosa, a ideia é desenvolver seres que possam ser significativamente úteis aos humanos”.

Os pesquisadores envolvidos no projeto acreditam que a distância dos grandes centros tecnológicos não significa que o Brasil tenha que ficar de fora desse projeto tão ambicioso. “A maior parte do trabalho já desenvolvido na Área de Computação Afetiva serve para a língua inglesa”, afirma Barretto. “O trabalho da Poli, e de outros centros de pesquisa brasileiros, concentra-se no português do Brasil e constrói, tijolo por tijolo, as bases para que, no futuro, quando a tecnologia alcançar a maturidade necessária, nossa língua não fique de fora”.

Tecnologia para um futuro ainda distante

Apesar de o estudo ser promissor, os pesquisadores envolvidos em seu desenvolvimento reconhecem que a área ainda está em estágio inicial de desenvolvimento. Barretto, por exemplo, confessa que não tem expectativas de ver robôs com a tecnologia funcionando durante seu tempo de vida.

(Fonte da imagem: Reprodução/Marcos Santos - USP Imagens)

“Simular o comportamento humano, mesmo em situações ridiculamente simples, é estupidamente difícil”, reconhece. Apesar de tudo, ele segue confiante no trabalho realizado pela equipe da USP. “Ainda estamos longe do objetivo principal, mas a cada dia descobrimos uma coisa nova”.

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