Cena do filme "Eu, Robô" (Fonte da imagem: Reprodução/Cineminha)

Você já deve ter visto em diversos filmes — como “Eu, robô” ou “Exterminador do Futuro” — máquinas que andam e correm como os humanos. Apesar de já haver criações que se movimentam colocando um pé na frente do outro, elas não apresentam uma estrutura de pernas igual à das pessoas.

A dificuldade em criar robôs com esta característica é o fato de que os seres humanos contam com músculos biarticulados — ou seja, eles têm mais de uma articulação, com a capacidade de se estender e contrair. Além disso, esses movimentos também transmitem energia e absorvem impactos.

Por conta disso tudo, as pernas humanas são um “sistema de andar” eficiente, elegante e que não gasta muita energia — se comparado com o consumo das invenções atuais, é claro.

As dificuldades foram vencidas

(Fonte da imagem: Reprodução/The Neuromorphic Engineer )

Uma equipe de estudiosos da Universidade do Arizona (Estados Unidos) trabalhou duro para criar pernas robóticas que se assemelhassem às humanas. Para isso, eles começaram reproduzindo o trabalho feito pelas articulações do quadril, joelhos, calcanhar e dedos dos pés.

Com isso, a mobilidade e a elegância dos movimentos humanos puderam ser passadas para um robô — afinal de contas, o mecanismo conta com uma estrutura que imita os músculos biarticulados. Contudo, essa movimentação só seria possível se a transferência de energia no processo também fosse “imitada”.

Para resolver esse problema, os cientistas usaram um sistema que se assemelha ao uso de roldanas. Quando um músculo é contraído, outro é “puxado” para ser estendido e assim a energia vai sendo passada para a estrutura seguinte, sendo que o movimento contrário também é válido.

Tá, mas e o que isso tem de legal?

O objetivo final do trabalho desta equipe do Arizona é implantar essas pernas em um robô bípede, chamado de Achilles. Com isso, ele vai se tornar a primeira máquina que realmente anda como se fosse um humano. Contudo, eles ainda estão aprimorando os movimentos de andar, correr e ficar em pé sem nenhum apoio.

Como resultado, eles poderão estudar melhor a relação entre a biotecnologia e comandos neurais — neste caso, é provável que o cérebro seja o processador do robô. Além disso, é muito possível que o estudo resulte em próteses humanas extremamente parecidas com os membros perdidos de alguém lesionado.

Fonte: The Neuromorphic Engineer

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