Elmer e Elsie podem ser considerados ancestrais de robôs célebres, como o ASIMO (Honda). Construídos pelo neurocientista Grey Walter no final da década de 1940, os dois cérebros robóticos foram os primeiros da História capazes de “pensar” de forma semelhante a um equivalente biológico. Naturalmente, com a liberdade, eles não poderiam fazer outra coisa que não tentar continuar vivos.

Mesmo que o título soe tremendamente abstrato, os robôs eram referidos por seu criador como “tartarugas” — provavelmente por falta de comparação melhor. O projeto nasceu do interesse em Walter pelo funcionamento dos cérebros em geral, e também de uma parceria com estudantes do fisiólogo russo Ivan Pavlov (sim, aquele dos cães que babavam quando ouviam uma sineta).

Naturalmente, Walter também se interessava por processos que imitassem o funcionamento de um cérebro biológico. Para a concepção de Elmer e Elsie, o cientista optou por processos ligados ao anarquismo — quer dizer, sem nenhuma estrutura hierárquica. Para a montagem, nada além de alguns excedentes de guerra e várias engrenagens de relógios. Além disso, os autômatos possuíam um sensor de toque ligado a dois caminhos e a dois motores diferentes.

Essencialmente, portanto, tratavam-se de cérebros com apenas dois “neurônios”. Ambos eram então liberados para perambular à vontade, enquanto seu criador estudava os comportamentos. Entre outras coisas, Walter acreditou ter refutado o paradoxo que diz respeito à ausência de escolhas lógicas em cérebros não “racionais” — além de ter descoberto que os robôs preferiam as pernas femininas... Porque as meias de nylon refletiam melhor a luz.

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