(Fonte da imagem: Reprodução/NIST)

Você tem um amigo ou alguma amiga que está sempre fora do horário marcado? Certamente isso seria resolvido facilmente se essa pessoa tivesse um relógio atômico — e ainda mais se esse relógio atômico fosse o mais preciso de todo o planeta. Gostou da ideia? Então você precisa apresentar o equipamento criado com Itérbio (um metal raro), que acaba de ser desenvolvido nos Estados Unidos.

O projeto foi desenvolvido no NIST (National Institute of Standards and Technology, nos Estados Unidos) e representa o que existe de mais avançado no campo das medições temporais. Segundo Andrew Ludlow, um dos responsáveis pelo sistema, isso representa “um novo nível” na ciência. A precisão é tanta que os cientistas afirmam que ele pode ser utilizado por “100 milhões de anos e vai apenas ganhar ou perder um segundo”.

O site New Scientist explica por que o sistema é tão preciso: “A equipe resfriou 10 mil átomos de itérbio a 10 milésimos de graus Celsius acima do zero absoluto, usando lasers para fazer com que eles ficassem em uma espécie de ‘caixa de ovos de luz’. Outro laser provoca a transição entre dois níveis de energia dos átomos. A equipe também usou um laser extremamente estável para reduzir a instabilidade dos átomos e eliminar qualquer perturbação que pudesse atrapalhar a perfeição dos ciclos”.

São esses ciclos que fazem com que o tempo seja medido perfeitamente. O que os cientistas pretendem fazer agora é utilizar o dispositivo para testar a teoria da relatividade de Albert Einstein. A precisão do relógio pode ajudar os pesquisadores a medirem alguns pontos relatados por Einstein para saber se a Física dele realmente se aplica a exemplos práticos. 

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