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Tinder vai pagar R$ 315 milhões em acordo por cobrar mais caro de usuários mais velhos

O Tinder concordou em pagar US$ 60,5 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de cobrar mais de usuários mais velhos.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule09/03/2026, às 16:30

O Tinder vai pagar US$ 60,5 milhões (R$ 315 milhões, em conversão direta) para encerrar uma ação coletiva que acusou o aplicativo de cobrar assinaturas mais caras de determinados usuários. A disputa judicial começou em 2015 na Califórnia, nos Estados Unidos.

O reclamante, Allan Candelore, alegou que o Tinder violou a legislação estadual da Califórnia, nos Estados Unidos, ao cobrar mais caro por assinaturas de usuários com mais de 29 anos.

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Segundo a queixa, o aplicativo adotava uma estratégia de precificação que oferecia custo reduzido para usuários mais jovens, enquanto o público mais velho pagava mais caro pelo serviço, mesmo sem qualquer diferença nas funcionalidades disponíveis. Esse modelo configuraria uma violação à Lei dos Direitos Civis Unruh e à Lei de Concorrência Desleal do estado.

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O Tinder concordou em pagar para encerrar a ação judicial. (Fonte: Match Group/Reprodução)

A plataforma negou ter infringido a legislação estadual, mas concordou em pagar US$ 60,5 milhões para encerrar a ação coletiva. Com o acordo, mais de 260 mil usuários podem se tornar elegíveis para receber uma compensação financeira.

Para ter direito à compensação, o consumidor deve ter adquirido o Tinder Plus ou o Tinder Gold na Califórnia em algum momento a partir de 2 de março de 2015 enquanto tinha mais de 29 anos. Assinantes que contrataram o pacote a partir de 2 de março de 2016 tendo mais de 28 anos também podem solicitar a compensação.

Uma audiência judicial para aprovação final do acordo está agendada para 20 de maio no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles.

Assinatura mais cara do Tinder também era oferecida em outros países

A tabela de preços dinâmica do Tinder era praticada em outros mercados além da Califórnia. Um levantamento do site Tecnoblog publicado em 2018 mostrou que preços diferenciados também eram adotados no Brasil, embora outros dados pessoais aparentemente também influenciassem o valor.

Na época, conforme registrou o TecMundo, um homem de 21 anos podia pagar tanto R$ 25,90, R$ 48,90 ou R$ 58,90 pelo mesmo pacote. Em nota, a plataforma afirmou que fatores como localização geográfica, duração da assinatura e promoções para novos assinantes poderiam influenciar no preço final.

A empresa não admitiu oficialmente que a idade fazia parte do cálculo, mas os preços observados indicavam que quanto mais velho o usuário, maior tendia a ser a cobrança.

Em 2022, a companhia prometeu parar de cobrar mais caro de usuários mais velhos na modalidade Tinder Plus. A mudança ocorreu após uma pesquisa conduzida pela Mozilla, que analisou o público do Brasil, Nova Zelândia, Holanda, Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Atualmente, o Tinder não lista o valor exato das assinaturas disponíveis em seu site oficial. Para conferir o preço do serviço, é necessário criar uma conta e acessar o aplicativo.

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